
A trajetória de A Bela Adormecida é um convite ao mergulho no mundo das fábulas, onde cada página nos faz questionar o que significa ser acordado e, mais importante, o que nos mantém dormindo. Com a genialidade de Ana Oom e Joana Quental, essa reinterpretação do clássico é um chamado vibrante à reflexão sobre os padrões sociais que nos aprisionam, revestido em uma narrativa para o público jovem que não subestima a complexidade das emoções.
Cada ilustração, cada verso, tece uma tapeçaria rica em simbolismos, onde o sono profundo da protagonista não é apenas um estado físico, mas um reflexo metafórico de uma sociedade que se recusa a despertar para suas realidades mais urgentes. Você não lê apenas uma história; você habitua-se a um universo que faz ecoar em seu coração a urgência de um despertar coletivo.
Nos comentários, alguns leitores questionam a simplicidade da narrativa, mas isso não é um defeito; é uma escolha audaciosa. A simplicidade permite que a mensagem central ressoe com clareza: a vulnerabilidade e a força que residem em cada um de nós. Em tempos de tanta agitação, quem não se sente um pouco como a Bela Adormecida, esperando um beijo que talvez nunca venha, ou questionando quando finalmente será o momento de acordar para a vida?
O universo das fábulas é um terreno fértil para discutir questões profundas, como a coragem de se erguer após anos de apatia, o impulso de buscar novos horizontes. Muitos podem se sentir tentados a rotular a obra como um mero conto infantil, mas quem se aventurar mais a fundo vai perceber que a essência de A Bela Adormecida toca em temas universais que, de alguma forma, todos enfrentamos.
Na crítica, há quem acredite que a proposta é previsível, uma reiteração da história que todos conhecemos, mas isso revela uma incapacidade de enxergar a beleza do novo que emerge de histórias já contadas. O que muitas vezes se repete é a forma como lidamos com a repetição: será que estamos prontos para mudar nossa própria narrativa?
Se você buscar algo que provoque transformação, que arrebate suas emoções e faça sua mente balançar entre realidade e fantasia, A Bela Adormecida é uma jornada obrigatória. Em cada ilustração vibrante, você sentirá a pulsação da criatividade e do desejo humano de se libertar, inspirando-se em cada página para despertar do próprio sono em que se encontra.
E lembre-se: quando for finalmente acordar, que seja com a intensidade de um feitiço rompido, pronto para abraçar a vida e todas as suas possibilidades. Não perca a chance de se aprofundar nessa obra fascinante que, mesmo em sua inocência aparente, carrega uma batalha interna que clama por você. Desperte! O beijo do conhecimento e da transformação está à sua espera.
📖 A Bela Adormecida
✍ by Ana Oom; Joana Quental
🧾 32 páginas
2021
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