
A obra Até que tenhamos rostos: a releitura de um mito, escrita por C.S. Lewis, não é apenas um livro; é um convite a uma viagem introspectiva que desfia as camadas do mito de Eros e Psique, revelando suas fraquezas e suas verdades mais profundas. Ao adentrar nessas páginas, você se depara com a angustiante luta entre o amor e a identidade, entre ser visto e permanecer invisível. Lewis transforma um conto clássico em um labirinto emocional, onde o leitor se vê imerso em reflexões que provocam questionamentos sobre sua própria essência.
É impossível não ficar arrebatado pela narrativa rica deste romance, que transcende meramente o folclore e mergulha nas complexidades humanas. A protagonista, Orual, emerge como um símbolo poderoso de vulnerabilidade e resiliência, lidando com ciúmes, inseguranças e a voracidade humana por aceitação e amor. Lewis, através da voz punjante de Orual, desafia nosso entendimento sobre a beleza e o amor verdadeiro. Cada página é um eco de suas emoções, uma reverberação das dores e alegrias que todos nós enfrentamos.
O que torna essa obra ainda mais fascinante é seu contexto. Escrita em um período de intensas reflexões sobre a guerra e a moralidade, a abordagem de Lewis ao mito revela as fragilidades da condição humana, como se ele quisesse nos dizer: "O amor nem sempre é gentil e a beleza, nem sempre é reconhecida." As críticas que Orual faz à sociedade e as suas próprias concepções de divindade e desejo nos confrontam com nossa própria falta de clareza, levando-nos a um estado de reflexão intensa sobre nossos papéis na vida.
A recepção de Até que tenhamos rostos foi um turbilhão. Enquanto alguns leitores exaltam a habilidade de Lewis em transformar um antigo mito em uma meditação sobre o amor e a rejeição, outros questionam a profundidade de seus personagens e a fluência da narrativa. Isso só despertou mais discussões: é a vulnerabilidade de Orual um reflexo de cada um de nós? Você não vai conseguir escapar dessa interrogação.
Embora a obra não seja uma sucessão de eventos frenéticos, mas sim uma dança cuidadosa entre a dor e o amor, a beleza de suas páginas impacta de forma direta. Ao final, você pode sentir um vazio, mas, paradoxalmente, há um renascimento a partir dele. Lewis nos oferece a chance de descobrir quem realmente somos, mesmo que, como Orual, isso envolva confrontar as verdades mais difíceis de aceitar.
Reviver essa narrativa é abraçar a possibilidade de transformação. Até que tenhamos rostos é um farol em um mar de confusão, instigando-nos a pensar além de nossas existências superficiais. E, ao final, quando você achar que domará suas emoções, vai perceber que a jornada está apenas começando. 🤯✨️ Você tem coragem para mergulhar nesse abismo?
📖 Até que tenhamos rostos: a releitura de um mito
✍ by C.S. Lewis
🧾 320 páginas
2021
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