Se você achava que as aventuras de Alice no País das Maravilhas não poderiam ficar mais malucas, é porque ainda não conheceu o mundo de Mary E Alice No Reino Do Espírito Santo. A obra de Mary Barbeti é uma viagem espiritual que promete levar o leitor a uma montanha-russa de revelações misturadas com a mesma lógica ilógica que você adquire ao consumir muito açúcar.
Aqui, a Alice original é substituída por nossa protagonista, Mary, que é chamada a explorar um novo reino. Mas adivinha? Não é o País das Maravilhas e sim o Reino do Espírito Santo. Por alguma razão que claramente faz sentido dentro das páginas do livro, Mary é acompanhada por uma versão de Alice - porque, convenhamos, quem não quer mais uma Alice por perto em uma viagem? Assim, elas se encontram em situações que, se você não estiver familiarizado com a literatura espiritualizada, pode acabar achando mais confusas que uma receita de cupcake sem ingredientes.
A narrativa flui através de encontros inusitados com personagens mais excêntricos do que os que encontramos no livro clássico de Lewis Carroll. Prepare-se para o Chapelo Brincalhão e a Rainha de Copas, que aqui ganham um tom espiritual e reflexões profundas sobre autoconhecimento e fé. Tem também aquele coelho nervoso que provavelmente está atrasado para a sua própria iluminação. O cenário repleto de metáforas sobre a alma e a espiritualidade traz uma nova perspectiva ao que já conhecemos e, convenhamos, às vezes é um tanto confuso assimilar tanta introspecção.
Cada capítulo é uma nova lição que vem acompanhada de um toque de humor e sátira. Aqui, Mary e Alice aprendem sobre as fragilidades humanas e o poder da transformação pessoal, enquanto navegam por um mundo repleto de alegorias que podem parecer mais uma conversa de bar entre amigos bêbados do que ensinamentos espirituais de fato. E claro, tem sim aquele momento em que elas precisam enfrentar suas próprias inseguranças, porque para evoluir, é preciso dar de cara com suas próprias limitações - e isso é tão divertido quanto parece!
Chegamos ao grande clímax da história (calma, não é spoiler, é só uma dica do que esperar): Mary e Alice têm de tomar decisões que questionam suas crenças e tudo o que aprenderam até aquele momento. A tensão é tanta que se você não estiver preparado, pode acabar rindo descontroladamente. É quase como se elas estivessem em um jogo de "verdade ou consequência", mas com um Deus interagindo como o mestre do jogo.
No final dessa jornada espiritualizada, Mary e Alice não só desafiam a lógica do País das Maravilhas, mas também nos convidam a refletir sobre nós mesmos, questionando: "O que significa realmente viver?" É isso mesmo, uma pergunta simples que vem carregada de toneladas de reflexão, bem no estilo "a vida é um sonho" - ou seria uma alucinação causada por cogumelos?
Para quem curte uma boa dose de espiritualidade com pitadas de humor e nonsense, Mary E Alice No Reino Do Espírito Santo pode ser uma leitura interessante. Então, se prepare para refletir, rir e, talvez, sair desse livro se sentindo um pouquinho mais leve e com algumas dúvidas existenciais a mais!