Ah, De Anima! Um clássico tão antigo que poderia ser batizado de "Como Se Sentir um Pouco Mais Vivo" por Aristóteles. Aqui, o filósofo grego nos brinda com suas reflexões sobre a alma, a vida e, principalmente, o que significa ter um "eu" que respira, sente e, por que não, se entedia com ideias complexas.
Aristóteles começa deixando claro que a alma não é essa entidade fantasmagórica que fica vagando por aí, como muitos pensavam. Para ele, a alma é a forma do corpo, ou seja, sem um corpo, a alma não passa de um conceito abstrato - um pouco como minha vontade de fazer exercício físico; ela existe, mas raramente aparece na prática. Portanto, se sua alma está triste, talvez seja porque você não está exercitando o corpo, e não porque há algo sobrenatural envolvido.
No primeiro livro, o filósofo apresenta sua famosa noção de que tudo na natureza tem uma função. Ele analisa as várias capacidades da alma, como a percepção e a razão, concluindo que o ser humano é o único capaz de raciocinar e, portanto, o único com a alma racional. Afinal, quem mais poderia pensar tão profundamente sobre a vida e, mesmo assim, acabar se distraindo com memes na internet?
No segundo livro, Aristóteles faz uma viagem pela biologia (olha só o filósofo também era biólogo!), discutindo a diferenciação entre plantas, animais e humanos. Para ele, as plantas têm uma alma vegetativa que as ajuda a crescer e levemente flertar com a luz do sol. Já os animais têm uma alma sensitiva, que permite que se movimentem e sintam prazer e dor - o que explica todo aquele drama de um gato que não quer ser tocado. E os humanos, bem... temos tudo isso e um jeitinho especial de filosofar sobre a vida e a morte - o que, convenhamos, é um superpoder.
Adentrando mais profundamente, Aristóteles fala sobre a percepção. Ele explora como percebemos o mundo através dos sentidos e como essas percepções são interpretadas pelo intelecto. Até os sentidos têm suas particularidades! A visão, por exemplo, é apreciada com um toque de glamour, enquanto o olfato é relegado ao papel de cúmplice em memórias cheirosas (ou não).
E, se você achou que a obra só falava de coisas esotéricas, eis que Aristóteles se encarrega de nos lembrar que o conhecimento é poderoso. Ele aborda a importância da filosofia, do "saber" e, claro, do "não saber". Oilá, Socrático! E aproveitando a deixa, ele nos alerta sobre a necessidade de conhecer as causas e os princípios de todas as coisas - o cara era como um coach motivacional da Grécia Antiga, só que sem as selfies e com muito mais robes.
Agora, um pequeno spoiler: embora a obra não chegue a um final como um romance, Aristóteles conclui que a verdadeira felicidade vem da contemplação e da busca do conhecimento. Então, se você estiver em busca de felicidade, talvez seja hora de repensar se vale mesmo a pena passar tanto tempo nas redes sociais!
No geral, De Anima é uma obra rica, recheada de conceitos intrigantes, cheia de perguntas profundas, e fazendo a gente questionar o que realmente sabemos sobre nós mesmos e nossos sentimentos. Uma leitura que combina filosofia e psicologia de um jeito que, se você não sair dela com uma nova percepção sobre a vida, pelo menos sairá pensando na relação entre a razão e a emoção (ou pensando em como a sua alma ama um meme, sem julgamentos).