Prepare-se, caro leitor, porque vamos navegar por um mar de tinta e filosofia com A (in)visível Presença do ser: Diálogos Entre Cézanne e Merleau-Ponty, uma obra que mais parece um bate-papo intelectual entre um pintor impressionista e um filósofo fenomenológico. E olha que essa conversa não é só sobre como Cézanne pintou maçãs, mas sim sobre o que realmente significa "ver" e "existir". Sim, eu sei, pode parecer um pouco denso, mas vou descomplicar isso aqui!
Tiago de Jesus Sousa, nosso mediador nessa viagem, apresenta uma análise que conecta de forma brilhante a obra de Paul Cézanne e as ideias do filósofo Maurice Merleau-Ponty. O autor se propõe a discutir a percepção e a relação entre o olhar e a corporeidade, porque, convenhamos, às vezes a gente olha as coisas, mas não vê nada. E quem não se perdeu em uma obra de arte, questionando o que raios o artista estava pensando ao pintar aquele borrão?
O livro se desenrola através de diálogos que, embora sejam bem teóricos, tentam evitar que o leitor desmaie de tédio no caminho. Tiago tenta mostrar como Cézanne, com suas pinceladas e sua visão única, captura a essência do ser e do sentir. Afinal, quem nunca encarou um quadro de Cézanne e sentiu um misto de confusão e admiração?
E aqui vem um ponto crucial: Merleau-Ponty. O filósofo entra na dança para discutir como nosso corpo e nossa percepção moldam a maneira como interagimos com o mundo. Ele afirma que a visão não é apenas um ato passivo, mas sim um processo ativo de construção da realidade. Em resumo, nós não apenas olhamos, mas também "festejamos" com os nossos sentidos. Então, se você estava pensando que a arte é só "ver" e "sentir", Merleau-Ponty diz: "Ah, não é tão simples assim, meu caro!"
Além disso, a obra também aborda como a arte e a filosofia estão interligadas, como se fossem dois velhos amigos que sempre se encontram em festas e falam sobre a vida. Tiago novamente nos provoca a refletir sobre a maneira como percebemos a presença do ser no mundo, e como a arte pode ser uma porta de entrada para essa jornada.
Spoiler alert: o livro não oferece respostas definitivas, porque, como em toda boa discussão filosófica, a beleza está nas perguntas mais do que nas respostas. E, com isso, você pode sair da leitura com uma nova perspectiva sobre obras de arte e a própria existência. Prepare-se para olhar para aquele quadro na parede e se perguntar: "Ele está realmente ali ou só é uma ilusão da minha mente?".
No final das contas, A (in)visível Presença do ser é uma obra que vai te levar a refletir, a questionar e, quem sabe, até a fazer aquela cara de pensador em frente a uma tela. Então, se você está afim de sair da sua zona de conforto e desbravar um pouco mais sobre a intersecção de arte e filosofia, esta leitura é mais do que recomendada. E não se esqueça: Sempre que olhar uma obra de arte, tente ver além do que está diante de seus olhos!