Prepare-se para uma viagem peculiar pelas páginas empoeiradas da história literária portuguesa com a obra de José Daniel Rodrigues da Costa. Antiguidade e modernidade se encontram no grande teatro de absurdos que é a Colecção de Todas As Obras Modernas.
Ao que parece, o autor estava numa vibe de honra ao próximo imperador, o Senhor D. Miguel I. Não é toda hora que alguém decide escrever tudo que fez por um rei antes de ele embarcar para a Alemanha. Gente, imagina só, D. Miguel I deve ter sido o tipo de figura que não gosta de ir para férias sem saber que tudo está devidamente anotado. "Ah, o que eu fiz mesmo antes de ir para a Alemanha? Então, vamos fazer um livro para me lembrar, e já aproveito para divertir a galera!"
O texto, escrito sob um olhar bem humorado e irônico, não é apenas uma coleção de trabalhos ou discursos, mas uma prática de autoajuda real, onde o autor lembra o que fez por seu rei, como se estivesse mostrando o portfólio para um emprego. "Olha só, D. Miguel, aqui estão as minhas realizações antes de você dar um rolê na Europa!".
Em cada página, podemos ver uma espécie de pasta de projetos, onde o autor relata suas atividades e contribuições. Como um verdadeiro D. Brasil, ele faz questão de lembrar que foi ele, e somente ele, que fez aquilo tudo pelo rei. Quanta devoção, não? Sem contar que a obra vem embalada com um charme de época, um toma lá dá cá literário que parece ter saído direto de uma máquina do tempo.
Ao longo do texto, mesmo sem sinopse própria, fica claro que a intenção não é só fazer parte da história, mas também garantir que todos saibam que ele estava ali, firme e forte, sempre ao lado do rei. E cá entre nós, o que seria da vida real sem um pouco de adulação? Depois de tudo, a fama é o que realmente importa.
E, atenção: spoiler! Se você esperava uma reviravolta dramática ou um conflito épico, lamento informar, mas essa obra é mais sobre a burocracia e as gentilezas do que sobre duelos e guerras. A maior batalha aqui é entre o autor e o receio de não ser lembrado por D. Miguel I.
Assim, a obra de José Daniel Rodrigues da Costa é um delírio regalado, recheado de formalidades e uma pitada de humor que faz jus a época, onde a honra e o respeito à realeza eram quase uma questão de sobrevivência literária. Então, se você está a fim de saber como o autor se esforçou para agradar o rei antes de sua viagem, esta "Colecção" é a pedida certa!