Se você já se perguntou por que, em determinadas situações, parece que a nossa cultura nacional se comporta como um adolescente rebelde, descontrolado e sem foco, "Cidadania: o remédio para as doenças culturais brasileiras" é o remédio que você estava esperando (mas não garantimos que funcione tão bem quanto um placebo!). Nessa obra, o autor Ênio Resende usa sua habilidade em diagnósticos sociais para analisar e propor soluções para muitos dos "doenças" que afetam a nossa sociedade.
Resende começa a obra falando sobre a cidadania como um conceito fundamental. Imagine a cidadania como aquele amigo que sempre traz pizza nas festas: absolutamente necessário! O autor nos lembra que a participação ativa do cidadão é essencial para que o nosso tão amado Brasil não vire um circo (a não ser que seja um circo de qualidade, com elefantes bem tratados e palhaços que façam graça). Aqui, a cidadania é discutida sob a luz das relações interpessoais e a importância de se fazer ouvir. Em suma, todos nós temos de colocar a mão na massa e fazer valer nossos direitos e deveres.
Logo, vamos nos deparar com uma reflexão sobre o individualismo: não aquele tipo de individualismo que vemos em "O Lobo de Wall Street", mas um que afeta a convivência social e a construção de uma identidade coletiva. Resende, com uma pitada de ironia, nos avisa que egoísmo e falta de comprometimento são os verdadeiros vilões da peça. Ou seja, se não formos amigos uns dos outros, a coisa vai ficar feia!
Em seguida, Ênio nos leva a questionar a educação e a cultura. A cultura brasileira, segundo ele, às vezes parece ter esquecido suas próprias potencialidades e se acomodou num sofá sem vontade de mudar (afinal, quem nunca?). Para mudar esse quadro, Resende defende a importância de promover uma educação crítica, que não só ensine a ler e escrever, mas que ensine a pensar - e a pensarmos juntos! Afinal, o que seria de nós sem aquele amigo que sempre faz uma análise profunda sobre as atitudes dos personagens da novela das nove?
Ele também menciona que a cidadania e a cultura estão profundamente interligadas e que a transformação social exige ação de todos. Portanto, se você estava pensando em passar a vida só assistindo reality shows, é melhor rever seus conceitos. A cultura não vai se salvar sozinha.
Agora, aqui vai uma dica de ouro: vários pontos abordados têm a ver com a esquerda e a direita políticas. Resende faz uma crítica e propõe que a verdadeira cidadania deve, de fato, caminhar para fora das ideologias e abraçar o comum. Quem diria que o equilíbrio seria um remédio tão poderoso, como uma pílula mágica que certas farmácias não vendem, em tempos de extremos?
Concluindo, "Cidadania: o remédio para as doenças culturais brasileiras" é uma obra que faz um convite para que todos nós, cidadãos (e não meros figurantes), tomemos atitude em relação à cultura que nos cerca. Se você está disposto a colocar a mão na massa e trabalhar para um Brasil mais justo e participativo, encaixe a leitura deste livro na sua lista de "coisas a fazer" antes da próxima eleição!
Agora, sem spoilers, mas com uma pimentinha de provocação: podemos repensar o que significa ser cidadão na nossa tão complexa cultura brasileira? Uma reflexão que vai muito além do "ser só um número na fila da loteria"! Então, bora lá?