Se você já se perguntou por que as esquerdas estão passando por uma crise "tipo não consigo mais até levantar da cama", você não está sozinho. Carlos Muanis, no seu livro A crise das esquerdas, faz uma análise que é como uma maratona de uma série de debates acalorados, onde todo mundo quer criticar, mas ninguém quer ouvir. Vamos lá!
Muanis se debruça sobre o que ele considera serem as causas e consequências dessa crise. E não, ele não está falando da crise no seu armário, mas de um verdadeiro colapso na ideologia de esquerda em várias partes do mundo. O autor começa explorando a evolução das esquerdas, trazendo uma linha do tempo que parece uma prova de História do Ensino Médio - você sabe que vai dar trabalho, mas mantém a esperança de que vai se divertir um pouco.
Ele toca em pontos como a Revolução Industrial, a ascensão das lutas trabalhistas e a importância das políticas públicas. Muanis ainda se aventura a discutir a relação da esquerda com movimentos sociais, minorias e a forma como tudo isso se comunica com as novas tecnologias. É como assistir a um debate acalorado entre um geek da política e um hipster que não sabe se prefere café ou chá, tudo isso enquanto eles tentam explicar por que ninguém se importa mais com a história da esquerda.
Um ponto alto do livro é quando o autor aponta que, apesar de ter vivenciado tantas transformações, a esquerda se tornou um tanto nostálgica, tentando reviver fórmulas e estratégias que, no século XXI, estão mais pedidas em um baile de máscaras do que em uma proposta de governo. É quase como se a esquerda estivesse presa em um looping temporal, onde sempre se pode ouvir a mesma música do passado - e não, não é uma boa música.
E, claro, Muanis não poderia deixar de mencionar a contrariedade que as esquerdas enfrentam com o avanço da direita. Se antes a esquerda amava se criticar, agora parece que ela se encontra numa competição para ver quem é mais "diretão". É quase como se houvesse uma guerra de memes nas redes sociais sobre quem faz a melhor crítica ao capitalismo. Spoiler: ninguém ganha, todos perdem a razão um pouco neste circo.
Ao final, A crise das esquerdas se torna um convite para quem ainda acredita que a esquerda pode, sim, dar a volta por cima. Muanis apresenta possíveis caminhos e alternativas, como se dissesse: "Pessoal, vamos parar de deitar no sofá e vamos lutar por um mundo melhor!" É uma chamada à ação, ou melhor, um grito de socorro que ecoa por toda a sala de aula da política moderna.
Portanto, se você está cansado de discursos que não parecem levar a lugar nenhum e quer entender por que as esquerdas estão tentando (e, às vezes, falhando) em se reinventar, dê uma chance a este livro. Só não esqueça a pipoca, porque a situação aqui é bem dramática!