Se você achou que o título já entrega tudo, está enganado! O nem tão assustador monstro da colina, de Paul Bright, é uma aventura que foge dos clichês de monstros malvados que se escondem nas sombras e que, de alguma forma, ainda fazem os pequenos espectadores se perguntarem se a luz do armário está realmente desligada antes de dormir.
A história começa em uma colina que, por acaso, é o lar de um monstro que promete, mas não entrega. Afinal, ao invés de ser uma criatura escamosa e maligna, ele se revela um ser mais próximo de um amigo desajeitado do que de um vilão. E cá entre nós, quem precisa de um monstro que realmente assusta quando você pode ter um que só quer um pouco de atenção e um lugar para se sentir acolhido evitando as festas de aniversário? A colina pode ser um cenário de medos infantis, mas o "monstro" aqui se comporta mais como um coadjuvante em busca de amor e aceitação.
Conforme a narrativa avança, somos apresentados a várias crianças que, em um primeiro momento, estão paralisadas pelo pânico. Mas, com um pouco de empatia e curiosidade, elas acabam percebendo que o tal monstro não é nada que cause calafrios. Ao contrário, ele se mostra um excelente contador de histórias e um artista oculto. Quem diria que um monstro com o nome de "monstruoso" poderia secretamente ser talentoso? Spoiler: é. É lá que a diversão realmente começa.
Além das tiradas engraçadas e das situações inusitadas, Paul Bright também insere uma lição de moral na história: o que pode parecer aterrorizante à primeira vista pode se transformar em uma amizade inesperada. E isso, meus amigos, é o que dá o tempero da história. No fundo, as crianças percebem que dar uma chance ao desconhecido pode revelar surpresas agradáveis. Uma mensagem digna de um episódio de Moreninha!
Portanto, se você está se perguntando se deve ou não se aventurar por essa colina mágica, a resposta é sim! Leve as crianças, ou a sua criança interior, e descubra que o monstro é só uma pessoa comum, só que com mais pelos e uma nostalgia de tempos antigos onde monstros eram apenas monstros.
Em resumo, O nem tão assustador monstro da colina é uma obra leve, cheia de humor e com uma pitada de sabedoria que, mesmo em suas 32 páginas, consegue encapsular o que realmente importa: a capacidade de ver além das aparências. E, convenhamos, se não for para rir e aprender, pra que ler, não é mesmo?