Se você achou que mistanásia era algo como uma nova dança da moda, sinto muito te desapontar! Nesse livro, Luiz Antonio Lopes Ricci mistura conceitos de bioética com uma abordagem sobre o que ele chama de "morte social". E, acredite, essa não é uma festa das mais animadas.
Em A Morte Social, Ricci traz à tona a discussão sobre o fim da vida e suas implicações éticas. A primeira coisa a se entender é que a morte social não é quando você é excluído da festa das galhas. O autor argumenta que a morte social se configura quando uma pessoa é irrelevante ou invisível na sociedade, mesmo que sua vida física ainda continue. É como ficar naquele limbo da galera do WhatsApp que não é bloqueada, mas também não recebe mais mensagens. Um verdadeiro susto existencial!
Ricci define a "mistificação" da morte como uma forma de encarar o tema que beira a negação. Ele questiona, por exemplo, como as sociedades contemporâneas tratam a morte e como isso afeta a vida das pessoas. A ideia aqui é que, embora tudo gire em torno da vida e da saúde, a morte é um fantasma que assombra, mas que muitos preferem não ver, à la "não quero ver, não quero saber". E isso nos leva a refletir sobre o valor da vida e as decisões que tomamos - ou que tomam por nós - no que diz respeito ao final dela.
Spoiler Alert: A obra não apresenta uma solução mágica para as questões bioéticas, mas faz um convite à reflexão. Ao longo das páginas, Ricci propõe que devemos aceitar a morte (não da forma dramática, mas sim com bom humor) e discutir abertamente suas implicações. Afinal, numa sociedade que adora varrer os problemas para debaixo do tapete, por que não tornar a morte um assunto do dia a dia? E cá entre nós, isso poderia até dar assunto nas rodas de bar!
Outro ponto considerado pelo autor são os dilemas éticos e morais enfrentados na área da saúde. Ele aborda questões como eutanásia, cuidados paliativos e a decisão de prolongar ou não a vida de pacientes em estado terminal. O que fazer quando a ciência nos dá opções, mas a ética nos faz questionar? Fica aquele clima de "qualquer escolha está errada", típico de um domingo à noite.
Em resumo, A Morte Social é uma conversa franca sobre um tema que todos preferem evitar, apresentando uma crítica à forma como a sociedade lida com a ideia de morte e um convite para pensar sobre o que significa realmente viver. Ricci nos empurra para um espelho que até pode ser desconfortável, mas que certamente traz questões fundamentais. Se você quer rir do absurdo da vida e da morte - e sair googlando o assunto - essa obra pode ser a companhia perfeita!