Se você está procurando um passeio pela história com menos ação do que um filme de faroeste e mais detalhes do que uma pesquisa para o seu TCC, então se prepare, porque a Revista do Instituto Archeologico e Geographico Pernambucano, Vol. 2: Quinto Anno, Julho de 1868 é o que temos. Publicada em 1868, essa revista é como um baú de relíquias com artigos que fazem você sentir que está em um museu, só que com cheiro de mofo e um pouquinho de poeira.
O volume em questão, primo distante dos jornais modernos, traz uma coleção de estudos e artigos que tentam decifrar o que se passava na cabeça dos nossos antepassados. Se você achou que a geografia e a arqueologia seriam só mapas e escavações, prepare-se para uma verdadeira montanha-russa de estilos de escrita! Os autores - que certamente estavam por dentro do que estava rolando no mundo (ou pelo menos do que se falava na época) - se esforçam para escrever sobre a história de Pernambuco. Ah, e claro, a Constituição, porque alguém sempre tem que lembrar que a lei existe, não é mesmo?
O primeiro ponto de destaque da revista é a valorização da história local. Os artigos discutem tudo, desde os aspectos culturais até a importância de preservar o patrimônio histórico. Os autores ficam tão animados a apresentar os tesouros arqueológicos que você vai sentir que estava lá no meio da festa. Só que, ao invés de música e dança, você tem uma boa dose de pieguices e datas que só historiadores vão achar emocionantes.
Outro tema presente é a geografia de Pernambuco. O que seria de uma revista arqueológica sem descrever as montanhas, rios e planícies com palavras que fazem você se sentir em uma aula de geografia que nunca acaba? Prepare-se para descrições que farão você sentir que poderia ser um geógrafo no século XIX desde que não tenha pressa para chegar a lugar nenhum.
O volume também traz artigos científicos que falam sobre a fauna e flora da região. É como se você tivesse entrado em um zoológico, mas só com o que havia sido documentado até 1868. Não se esqueça de que a ciência estava começando a engatinhar, então, se espera certezas absolutas sobre o que estava rolando na natureza pernambucana, pode se decepcionar.
E a cereja do bolo? Vários textos sobre as tradições e as lendas locais! Você vai ser apresentado a histórias que talvez te façam rir ou deixar você com os pelos arrepiados. Afinal, quem não adora uma boa história de assombração enquanto tenta entender como fazer uma análise crítica do passado? É como um programa de notícias, só que sem comerciais e com bastante fervor histórico.
No fim das contas, Revista do Instituto Archeologico e Geographico Pernambucano, Vol. 2: Quinto Anno, Julho de 1868 é a porta de entrada para um mundo onde o passado grita, mas não tem pressa de ser ouvido. Se você adora um bom estudo (e tem paciência para textos que mais parecem discursos de políticos), essa revista pode ser um achado interessante. Então, pegue sua lupa de detetive e vá desvendar o passado, ou apenas finja que fez isso enquanto toma um café!
Ah, e esperamos que você tenha notado que este foi um livro sem spoilers, porque não há muita trama a ser revelada - só muito conhecimento arquivístico para explorar!