Ah, "O uso Indiscriminado da palavra design", escrito pelo nosso querido Jackson Barbosa! Um título que já começa provocando mais confusão do que qualquer design gráfico que você já viu na vida. O livro é praticamente um manifesto, uma espécie de grito na floresta do "olhar só para o fundo da questão, não apenas para a capa".
Primeiro, precisamos entender o que foi jogar o termo "design" para o alto como se fosse confete em festa de casamento. Barbosa critica a validade do uso indiscriminado da palavra, apontando como essa banalização distorce seu significado original. Para ele, não é admissível ver "design" aplicado a tudo, desde uma caneca que diz "melhor mãe do mundo" até uma cadeira que poderia muito bem ter sido desenhada por um extraterrestre.
Segundo, o autor faz uma viagem ao mundo da semântica, revelando que a palavra "design" ficou tão popular que, se fosse uma celebridade, estaria nas colunas de fofoca todo mês. Barbosa ressalta que o design não é simplesmente estético, mas envolve uma série de processos complexos que vão além de um simples "ficou bonito". Spoiler alert: se você acha que pode sair desenhando uma letreiros bonitos e chamá-los de "design", prepare-se para um puxão de orelha!
Além disso, o livro também aponta como o uso incorreto do termo pode afetar a percepção que as pessoas têm sobre o verdadeiro papel do designer. Barbosa destaca que, ao admitir a proliferação do termo em contextos errôneos, estamos basicamente dando um tiro no pé da profissão. Ele almeja uma realidade onde as pessoas entendam que design não é só sobre fazer algo bonito, mas também sobre solucionar problemas e criar experiências significativas.
Por fim, a leitura desse livro ilumina por que precisamos parar de usar "design" para tudo, como se fosse a palavra mágica que resolve qualquer questão estética. Jackson Barbosa é bem claro em sua proposta: vamos dar um passo para trás, refletir e, quem sabe, resgatar a verdadeira essência do design.
Se está pensando em dar uma folheada, saiba que é uma ótima maneira de entender por que não podemos deixar o termo "design" se tornar o novo "gourmet". Afinal, o que é mais gourmet do que pizza apenas com rúcula e cream cheese, se não um design excessivo? No fim das contas, Barbosa traz à tona uma discussão muito necessária sobre palavras, significados e a importância de respeitar o que elas realmente representam. Voilà!