Se você está em busca de um clássicão do deboche pedagógico, com certeza está no lugar certo! Se você finge que ensina, eu finjo que aprendo é um verdadeiro manifesto da vida em sala de aula, onde o autor, Hamilton Werneck, coloca na roda as peripécias e as bizarrices do cotidiano escolar. Em suas 88 páginas de puro humor, o autor nos proporciona uma série de reflexões sobre a relação entre professores e alunos, tudo isso salpicado com uma boa dose de ironia e sarcasmo.
Vamos ao que interessa: a obra é como um espelho distorcido da educação contemporânea, e Werneck, com seu talento inigualável para a observação cômica, nos apresenta uma série de personagens que vão desde o professor que se acha a reencarnação de Platão, até o aluno que está mais preocupado com o celular do que com a prova de matemática. Spoiler: a prova? Essa ele nunca vê, pois, em sua cabeça, todos os tópicos do conteúdo escolar foram banidos em nome da "cultura digital".
A narrativa gira em torno de episódios engraçados e, por que não, trágicos que refletem a dinâmica entre ensino e aprendizado, deixando claro que, às vezes, no palco da educação, há mais fantoches do que marionetistas. Werneck faz um trabalho primoroso ao expor a superficialidade de certo tipo de ensino, aquele que se baseia em decorar informações sem qualquer conexão com a real vida, ou seja, o "finge que ensina, finge que aprende". E se você acha que só os alunos fazem isso, sinto muito, mas spoiler alert: os professores também têm seus momentos de "fingimento"!
O autor também aponta o dedo para a burocracia e as metodologias que, em muitos casos, mais atrapalham do que ajudam. Com isso, ele nos provoca a refletir se a verdadeira função da educação não seria formar pensadores críticos e não apenas máquinas de decorar fórmulas. No fundo, Werneck parece gritar: "Ei, educadores! Vamos com calma e vamos fazer isso direito, porque a vida real não é uma sala de aula onde só se ensina por ensinar!"
Em suma, Se você finge que ensina, eu finjo que aprendo é um livro que faz um convite irônico a todos os envolvidos nesse jogo educativo. Uma leitura leve, mas que promete deixar algumas marcas profundas na forma como você vê a educação. Portanto, prepare-se para rir e, quem sabe, aprender algo também. Afinal, em um mundo onde a farsa muitas vezes reina, aprender de verdade é o melhor jeito de driblar essa situação.
Se você está pronto para dar boas risadas e, ao mesmo tempo, se sentir um pouco confrontado com a realidade da educação, este livro é para você. Então, siga o conselho de Werneck: não finge que ensina, nem finge que aprende - busque sempre o real!