Se você é do tipo que não desgruda do celular - e isso inclui não desgrudar nem na hora de dormir, empregando uma técnica de malabarismo na cama - pode ser que este livro de Rosana Hermann tenha chegado como um tapa na cara: "Oi, você está vivendo na tela do seu telefone, vamos conversar sobre isso?"
Aqui, Hermann nos apresenta uma reflexão nada sutil sobre como a tecnologia, em especial os smartphones, virou uma verdadeira extensão de nós mesmos. Ela inicia o papo abordando o quanto a nossa relação com o celular é, no mínimo, complexa. Afinal, quem não se pegou rolando o feed do Instagram enquanto esqueceu completamente de que a vida real estava lá fora?
O livro está recheado de curiosidades e aquela boa e velha verdade que a gente finge que não quer ouvir. Primeiro, ela joga na nossa cara algumas estatísticas de como passamos horas e mais horas grudados na telinha. Enquanto isso, a fritada do tempo que passa na vida real não para. Quer dizer, quem precisa de ver a luz do sol quando temos a tela brilhando na nossa cara, certo?
Um dos pontos que Hermann levanta é a relação com as redes sociais. Afinal, estamos todos vivendo em um grande reality show, onde cada post é uma tentativa de impressionar os seguidores. E, acredite, ela não poupa críticas aos famosos, já que muitos deles estão tão entorpecidos pela busca de likes que se esquecem de viver de verdade. Spoiler alert: o Twitter não vai te dar um filho, querido!
A autora também discorre sobre a importância de desconectar-se para reconectar-se. Sim, isso mesmo! Ela defende a ideia de que dar uma pausa no celular é essencial para a saúde mental e para as relações interpessoais. Quem diria que, de repente, fazer uma refeição sem o celular na mesa poderia ser uma boa ideia? Um verdadeiro choque de realidade!
Mas não se preocupe. O livro não se limita a um tratado de como colocar seu celular no modo avião e sair pelos campos floridos (embora isso seja tentador). Hermann traz sugestões práticas e divertidas para sermos mais conscientes no uso da tecnologia. Desde um detox digital (um período sem olhar pro celular, já pensou?) até maneiras de incluir os momentos offline na sua rotina, como um passeio no parque em vez de um rolê pela timeline.
Ao fim do livro, posso garantir que você estará mais consciente do tempo que passa com a sua "prolongação digital". Não é que o celular seja o vilão da história, mas talvez a gente tenha que aprender a domar essa belezinha, pra não deixar que ela nos domine. No fim, quem manda é você! E, se nada der certo, sempre tem o modo soneca, né?
Então, prepare-se para uma leitura que vai além do que você esperava. É humor, é crítica e, principalmente, é a realidade de muitos de nós. Uma verdadeira reflexão sobre a vida moderna e os pequenos monstros que criamos chamados celulares.