Se a vida te deu limões, faça limonada. Mas se a vida te deu territórios alternativos, é melhor ler este livro! Rogério Haesbaert, aquele sogro que nada de braçada no conceito de território, nos apresenta um festão de ideias que vão muito além da mera geografia. Então se acomode na sua poltrona favorita e vamos juntos nessa viagem por conceitos que podem até parecer estranhos, mas na realidade são bem pertinentes.
Primeiro, vamos definir o que este tal de território que o autor tanto fala. Haesbaert nos mostra que, ao contrário do que muitos acreditam, o território não é só aquele deslumbre visual que vemos no mapa ou a definição cartesiana de um espaço delimitado. Não, senhor! Ele é uma construção social cheia de significados e práticas! É quase como se você estivesse em uma festa onde as regras do jogo mudam a cada dez minutos, mas ainda assim, todo mundo se diverte!
O autor vai nos conduzir por tópicos como multiterritorialidade, que traz à tona a ideia de que cada um de nós pode pertencer a vários territórios ao mesmo tempo, e não apenas àquele que a sua certidão de nascimento indica. Isso soa um pouco como a vida moderna, onde as pessoas têm múltiplas identidades, dependendo da ocasião: o "eu do trabalho", o "eu da balada" e, claro, o "eu da quarentena" (que, convenhamos, não é bem a melhor versão).
Além disso, Haesbaert se lança na crítica das narrativas hegemônicas que tentam simplificar o conceito de território, reduzindo-nos a simples números em uma planilha ou a figuras geométricas em um gráfico. É como querer definir um ser humano apenas pela cor da sua camiseta. O que definitivamente não dá!
Outro elemento crucial que o livro traz é a discussão sobre as relações de poder que permeiam esses espaços. Afinal, como diria o sábio mestre do samba, "quem é que manda aqui?". Em várias regiões do mundo, o poder se arranja de forma complexa, revelando que os territórios alternativos muitas vezes são campos de luta e resistência. E não precisamos olhar muito longe para perceber isso, não é mesmo? A história está recheada de pessoas que se levantaram, usaram a voz e disseram: "Não, eu não aceito isso!".
E agora, um spoiler: no final, Haesbaert nos leva a refletir sobre como podemos agir dentro desses novos arranjos territoriais e como devemos nos posicionar neste tabuleiro de xadrez social. A realidade é que, se você não entende as regras do jogo, muito provavelmente vai acabar numa saia justa em algum território desconhecido.
Se você está buscando uma leitura que te faça pensar em como você ocupa o espaço que está, de maneira crítica e aprofundada, Territórios Alternativos é uma excelente pedida. O autor faz com que a gente olhe para o próprio umbigo e questione: "Qual é o meu território? E mais importante, como estou me relacionando com os territórios dos outros?". Boa sorte na sua jornada, e lembre-se: o verdadeiro território alternativo pode ser aquele que você constrói na sua cabeça e no seu coração!