Se você pensou que "Escrevinhador" era só mais um livro para encher linguiça no seu Kindle, está redondamente enganado! O autor, Ângelo de Souza Roberto, nos brinda com uma obra curta - só 48 páginas, mas cheia de laricas literárias! - que não só provoca risadas, mas também nos faz refletir sobre o ato de escrever.
A narrativa gira em torno de um personagem que, adivinha só, é um escriba! Um verdadeiro "escrevinhador", que vive se debatendo com as palavras, como se elas fossem uma massa de pão que não quer crescer. Ele se depara com suas próprias inseguranças e dilemas criativos, e, convenhamos, quem nunca entrou em crise ao olhar para uma folha em branco? Parece que a cada vez que ele tenta rabiscar algo, a caneta decide que é hora de um strike e não funciona. Clássico!
À medida que o enredo se desenrola, vemos o nosso protagonista atravessar as zonas de desconforto e o pânico de um escritor iniciante (ou até mesmo de um veterano que já estava com seu nome na lista dos "escritores que não conseguem escrever"). Ele reflete sobre a importância de contar histórias, da memória e do processo criativo, tudo isso enquanto tenta não se afogar em um mar de frustrações. Spoiler: ele consegue alguns escritos bem originais, mas não sem antes passar pela famosa "crise do escritor".
Além das suas desventuras, o escrevinhador nos ensina que a escrita é um mergulho profundo em si mesmo, e que os desafios são inevitáveis. E quem disse que escrever era fácil? Nós sabemos muito bem que cada palavra vem acompanhada de uma luta interna.
Por fim, Escrevinhador é uma reflexão cheia de leveza e humor sobre o que é realmente ser um escritor. Não se engane pelo número de páginas; essa obra é um convite à escrita, à introspecção e, por que não, a alguns risos enquanto você se identifica com as peripécias do protagonista.
Então, se você sempre sonhou em ser um escritor, mas teme que sua caneta seja mais uma varinha mágica quebrada na primeira tentativa, essa obra é para você! Prepare-se para dar boas risadas e se sentir menos sozinho nessa jornada literária. Afinal, todo escrevinhador tem suas frustrações - e, às vezes, a inspiração vem acompanhada de um bom humor.