Se você sempre achou que "tipografia" era apenas um termo chique para "letras legais" e que "ponto tamanho 12" era a única regra que você precisava seguir, prepare-se para entrar no maravilhoso (e por vezes muito confuso) mundo de Pensar com tipos, onde letras e design se tornam os melhores amigos do ser humano, e quem sabe até se apaixonam.
Ellen Lupton, nossa guia nessa jornada tipográfica, começa explicando que a tipografia não é só sobre o que está escrito, mas como e onde está escrito. Imagine um texto bem bonito, todo alinhado e espaçado, e agora imagine um texto que parece que foi escrito por uma criança de cinco anos com uma caneta falhando. A diferença entre um e outro é o que separa um designer de um designer de verdade e um escritor de um escritor bombado.
Lá pelas páginas iniciais (e já avisando que não vai ter spoiler, porque este livro não é um romance cheio de dramas), Lupton apresenta as famílias tipográficas. Não, não é aquelas com quem você passa o Natal! Aqui, a família está dividida entre serifas e sem serifas. As serifas são aquelas letrinhas com "perninhas" que fazem os textos parecerem sofisticados (as verdadeiras divas da tipografia), enquanto as sem serifas são mais limpinhas e modernas, como um jovem que decidiu viver a vida minimalista. Ponto pra você que sabe escolher!
Em seguida, ela mergulha no conceito de hierarquia tipográfica. E não, não precisa ser um chefão de um laboratório de tipografia para entender. A hierarquia é sobre destacar partes importantes do texto, tipo aquela frase no Instagram que realmente precisa da atenção do seu crush. Aqui, tamanho da fonte, negritos e itálico são seus melhores amigos para guiar os olhares alheios.
Outro ponto interessante é que Lupton também fala sobre a disposição dos tipos. E na prática, isso significa que não adianta nada você ter uma fonte linda se o texto está alinhado todo torto ou se os espaços entre as letras mais parecem um quebra-cabeça. Aqui ela ensina que o espaço em branco é tão importante quanto o texto em si - é quase como uma respiração necessária entre as frases.
Um dos pontos altos do livro é como Lupton fala sobre tipografia digital. Pois é, hoje em dia, só ter uma letra bonita em um papel já não é mais suficiente. Com a internet dominando o mundo, entender como as fontes se comportam em telas é fundamental, a menos que você queira ser lembrado como o "design que não entendia de pixels".
Por fim, Ellen Lupton não deixa de fora o famoso fator emocional que a tipografia pode transmitir. Cada fonte tem sua própria "personalidade", e é importante escolher a que melhor se encaixa no que você deseja passar - algo como encontrar a roupa perfeita para um primeiro encontro. Que pressão, né?
Então, se você quer dar um up no seu conhecimento tipográfico e entender como fazer seu texto chamar atenção (positivamente, é claro), esse guia é a sua bíblia. E lembre-se: as letras estão sempre ao seu redor, esperando para serem combinadas da maneira mais incrível possível.
No mais, esse livro é um show de beleza tipográfica com um toque de humor e praticidade. Agora, vai lá e comece a pensar com tipos!