Se você está procurando entender um pouco sobre a condição humana e as nuances do nosso dia a dia, Um Homem na Sua Humanidade, do filósofo e ótimo observador da vida Fidelino De Figueiredo, é um prato cheio! Neste livro, que não é mais grosso que um caderno de anotações, o autor faz uma viagem pela complexidade do ser humano e suas relações, sem se preocupar muito em usar palavras decoradas ou filosofias que mais parecem rabiscos de um diário.
De maneira leve e direta, Figueiredo nos apresenta um mosaico de ideias sobre a natureza humana. Ele aborda temas como a busca por identidade, a importância da empatia e como nossas interações moldam quem somos. É como se ele dissesse: "Oi, você! Sim, você que tá lendo! Já parou pra pensar que você pode ser um pouco menos egoísta e um pouco mais humano?" E se você nunca parou pra pensar, não se preocupe, o autor está aqui para te dar uma mãozinha (ou um puxão de orelha, dependendo do dia).
Dentre os vários assuntos discutidos, Fidelino fala sobre a solidão. Aquele sentimento que muitos tentam ignorar, mas que, na verdade, só serve para mostrar como a gente precisa uns dos outros. Ele traz exemplos do cotidiano que fazem a gente refletir: a troca de olhares na rua, o sorriso de um desconhecido e até aquele meme que você manda no grupo do WhatsApp. Tudo isso conta!
Aliás, o autor não se esquece de enfocar na importância da comunicação. Se a gente não falar, como é que a família vai saber que você não gostou do pedido de pizza da última vez? Ou como seu amigo vai adivinhar que você tá precisando de um abraço? A habilidade de se conectar e dialogar parece ser um dos temas centrais. E olha, quem não quer se sentir mais conectado no mundo tão cheio de telas, não é mesmo?
Ao longo dos capítulos, Figueiredo ainda desvenda a ideia de que cada um de nós é uma peça única nesse quebra-cabeças chamado sociedade. Ele provoca a reflexão sobre como podemos ser mais autênticos, menos robóticos. Se você trabalha em uma empresa, sabe exatamente de que estou falando, certo? Todos nós já participamos da famosa reunião onde a única coisa que se ouve é blá blá blá sem emoção.
E para não deixar de lado a pitada de crítica social, o autor aproveita para retratar a cultura atual, a obsolescência das relações e as mudanças nos valores. Para ele, o ser humano tem um mundo de sentimentos que muitas vezes são deixados de lado em nome de um "progresso" que não entende o que está acontecendo na vida real. É como se ele visse de uma janela e pensasse: "Opa! Olha o que eles estão perdendo...".
Ah, e não podemos esquecer que, como todo bom filósofo que se preze, Figueiredo não entrega tudo de mão beijada. Ele instiga o leitor a fazer suas próprias reflexões e tirar suas próprias conclusões. Afinal, quem nunca teve que montar um quebra-cabeça sem saber as peças que faltavam?
Então, se você está a fim de uma leitura que desafie suas ideias sobre a humanidade e as interações sociais, com uma escrita que é como um café quentinho numa manhã de domingo, Um Homem na Sua Humanidade pode ser a visita que você estava esperando. É uma leitura que certamente lhe fará rir, pensar e, por que não, se sentir um pouquinho mais humano neste mundo tão tumultuado.
E, claro, sem spoilers por aqui!