Se você está preparado para um passeio pela tragédia épica que mais parece uma novela turca cheia de conflitos, traições e dramas de família, então sente-se e pegue seu lenço, porque vamos falar de O Cid. A peça, escrita por Pierre Corneille, é como um drama escrito por Shakespeare, mas com uma pitada de sofisticação francesa e algumas intrigas amorosas que fariam qualquer um torcer o nariz - no melhor sentido, claro.
Primeiramente, vamos aos personagens mais icônicos: temos o nobre Rodrigo, o Cid, que é o protagonista e, como todo herói, vive em conflito entre a honra e o amor. Ele está completamente apaixonado por Jimena, mas - oh, surpresa! - seu pai, Don Gomes, não vai exatamente deixar isso barato. Após uma série de mal-entendidos dignos de uma comédia romântica, Don Gomes acaba sendo... er, spoilers ...assassinado em um duelo. E quem é o responsável? Rodrigo, claro! O que não poderia ser pior, não é mesmo? E adivinha só? Ele acaba perdendo Jimena por causa disso.
Enquanto Rodrigo se debate entre a honra (que, aliás, o leva a lutar contra os mouros) e seu amor por Jimena, a pazzinha entre os nobres se transforma em um verdadeiro campo de batalha de sentimentos. E você pensa: "Ah, agora já vi de tudo!" Mas espera, que a história ainda está só aquecendo.
Jimena, por sua vez, está dividida entre seu amor pelo Cid e a vontade de vingança pela morte do pai. Uma verdadeira telenovela, não? No fundo, ela quer um homem que a ama, mas também quer a cabeça dele em uma bandeja. Literalmente! E assim, a história caminha por caminhos tortuosos com uma dose de amor, honra e uma pitada de amargura.
Mas não pense que a coisa vai ficar só no romance confuso! Existem mais personagens como Don Diegue, o pai do Cid, que está lá para garantir que a honra da família não seja colocada em risco ainda mais do que já está, e Don Sanche, que também está de olho em Jimena. É a verdadeira intriga familiar, com um toque de drama real. O que você poderia esperar da nobreza? Apoio moral? Claro que não!
O Cid, absurdamente, acaba sendo perdoado por Jimena em um final que é genial na sua construção, mas clichê no estilo do "ah, sempre tem um happy ending". No desenrolar, Rodrigo conquista o que ama e a honra. Às vezes, maior que qualquer drama ou tragédia é a resolução que parece saído de uma produção de Hollywood, mas com mais capas e menos explosões.
E assim termina O Cid, com um final que provavelmente deixou muitos espectadores em lágrimas e outros pensando: "Que complexidade, hein?" Se você gosta de uma boa trama cheia de luta, amor, e, claro, discussões sobre o que significa realmente honra, esta obra é perfeita para você. Mas se você estiver buscando algo leve e descontraído, bem... continue procurando, porque aqui só há tragédias.