Se você achava que utopia era só uma palavra bonita para enfeitar o discurso em festinhas de aniversário, prepare-se para conhecer o verdadeiro significado! A Utopia, escrito por Thomas More no século XVI, é a obra que transformou o conceito de sociedade ideal em um verdadeiro tema de debate de boteco, ou, como diria o autor, uma viagem literária de ideias e críticas sociais. Com isso, o autor nos convida a fazer uma visita a uma ilha que mais parece o que todos sonhavam na época: um lugar onde não existe a corrupção, a guerra ou aqueles parentes que aparecem em casa só para comer sua comida.
A narrativa se desenrola quando Rafael Hitlodeu, um viajante envolvente, nos apresenta a Utopia, uma ilha que não apenas existe na imaginação fértil de More, mas que carrega um conceito que ecoa até hoje. Através das tropicais boas-vindas desse viajante, somos levados a um lugar onde o lema é: "todo mundo se dá bem e não há lugar para zumbis sociais". Isso mesmo! Em Utopia, a propriedade privada é mera ficção e todos têm o que precisa para viver, um conceito que, convenhamos, choca um pouco e faz um ou outro economista correr para as colinas.
Logo, o autor se desmancha em elogios à organização social dessa ilha. Imagina só: um povo que trabalha em harmonia e divide seus bens! As pessoas em Utopia não têm que lidar com a ladroagem, a ganância e todas aquelas chatices que tornam a vida real um pouco menos utópica. Em vez disso, elas se dedicam à educação, à cultura e, claro, a belos debates filosóficos. Quer saber se eles têm Netflix? Não, mas com certeza estão se divertindo em algum teatro - e nem há fila!
E por falar em diversão, você vai perceber que a obra não se restringe apenas aos costumes e modos de vida da ilha. More, em um verdadeiro espírito de trolagem, usa Utopia para criticar a Europa do século XVI. Os costumes, as injustiças e o cepticismo do mundo real são pincelados com sarcasmo nesse desenho de sociedade ideal, quase como se o autor estivesse olhando para os políticos de sua época e pensando: "Vocês querem uma utopia? Está bem aqui, ó, mas na verdade é só uma miragem".
Agora, cuidado com spoilers, porque ao final da narrativa, fica a questão de se Utopia é realmente um lugar que pode ser alcançado ou uma fantasia que nos faz refletir sobre nossas próprias falhas. E a verdade é que More deixa essa questão no ar, como um bom suspense literário: é possível alcançar a perfeita harmonia na sociedade?
Em resumo, A Utopia é uma obra repleta de crítica, ideais e a boa e velha ironia, envolvendo cada um de nós numa reflexão de como pode ser bom acreditar que se pode idealizar um mundo melhor. Thomas More, no fundo, convida a gente a sonhar, mas fica sempre a pergunta: "Sonhar custa quanto?". E assim, leitores de qualquer época são convidados a participar dessa festa de reflexões, ressaltando que, de alguma forma, A Utopia é uma obra que transcende tempos e mostra que, embora a realidade seja dura, sonhar é de graça!