Se você pensou que Joaquim Nabuco era só mais um cara com cara de pensador em retrato, está muito enganado. Ele foi um verdadeiro artilheiro das palavras contra a escravidão no Brasil, e isso está tudo em O abolicionismo. O livro é quase uma conversa - ou melhor, um desabafo - do autor com a sociedade da época sobre como a escravidão era uma enorme barbaridade e como esse negócio de tirar a liberdade dos outros não estava mais com nada. Então, vamos lá, pegue seu chapéu de pensamento crítico e vamos explorar!
A obra é estruturada em uma série de ensaios que visam argumentar nunca nem mais sobre a necessidade da abolição do sistema escravagista. Ele começa com aquela introdução que todo autor sonha: fazendo um apanhado sobre a história da escravidão no Brasil e o impacto social e econômico disso. Nabuco, com sua verve afiada, traz à luz a situação dos escravos, que eram, até então, tratados como mercadorias (e não, não estamos falando de frete grátis!).
O autor não mede palavras - nem a força delas - para escancarar a hipocrisia da sociedade que, por um lado, se dizia civilizada, mas por outro, tinha uma legião de pessoas sendo tratadas de forma desumana. Ele destaca que a abolição não era só uma questão moral, mas também uma necessidade econômica e social. Em outras palavras, ele está basicamente dizendo que manter a escravidão era como querer usar uma máquina de escrever em pleno século XXI.
Spoiler Alert! Nabuco não se limita a enunciar os problemas, ele também apresenta propostas para a transição da sociedade escravocrata para uma sociedade livre. Ele fala sobre a importância da educação e do trabalho para a emancipação dos ex-escravos e como isso beneficiaria toda a nação. É tipo um "se você quer mudar o mundo, comece pela educação", mas na versão século XIX e com muita mais paixão.
Além disso, o autor também critica de forma contundente os abolicionistas que, mesmo defendendo a causa, faziam isso em cima de um pedestal, sem realmente se comprometerem a apoiar os ex-escravos de maneira prática. É como se ele estivesse dizendo que algumas pessoas têm mais interesse em parecer legais do que em realmente ajudar. E antes que você pense que ele só está jogando pedras, Nabuco, como um verdadeiro gentleman, também reconhece os feitos dos que se dedicaram à causa.
Por fim, O abolicionismo é muito mais que um manifesto; é uma chama acesa que arrepia a gente até hoje. Nabuco nos mostra que a luta pela liberdade e igualdade é um dever que não tem data de validade. Então, se você está procurando por um livro que vai simultaneamente enriquecer seu vocabulário e desinstalar algumas ideias pré-concebidas, fica a dica: não deixe de ler essa obra! E quem diria que um livro de 1883 poderia ser tão atual?
Em resumo, Joaquim Nabuco foi fundamental para que a abolição deixasse de ser apenas um sonho na cabeça de alguns e se tornasse realidade. E isso tudo com um bom humor crítico e uma escrita que poderia ser considerada um tweet muito, mas muito comprometido com a causa. Portanto, bora ler essa preciosidade e relembrar que a luta por justiça e igualdade é eterna!