Se você está se perguntando onde as ideias de reencarnação se encaixam na grande tapeçaria do Cristianismo, acredite, você não é o único. Em Reencarnação. O Elo Perdido do Cristianismo, Elizabeth Clare Prophet decide tirar da cartola esse "detalhe perdido" que, segundo ela, foi deixado de lado por séculos de dogmatismo. Prepare-se para este mergulho nas águas profundas da espiritualidade que tenta revitalizar a fé ao trazer ideias que até o momento tinham deixado sua mala em casa.
Primeiro, a autora começa com uma viagem no tempo, desfiando a história da espiritualidade ocidental e trazendo à tona como, em várias tradições e religiões, a reencarnação sempre foi uma convidada de honra. Ela argumenta que a ideia de que nossas almas são como boomerangs - sempre voltando para melhorar ou aprender, em vez de simplesmente fazer fila para um céu ou inferno - acabou esquecida. E, segundo Prophet, isso não deve ser assim. Ah, se essas almas pudessem falar!
Elizabeth nos apresenta a vida de Jesus, apontando passagens que segundo ela têm lá seu leve tempero de reencarnação. Se você achava que o "voltar" estava apenas relacionado aos filmes de viagem no tempo, é melhor se preparar para entender essa nova perspectiva. Ela discute o significado do amor incondicional, destacando o quanto a reencarnação poderia, supostamente, enriquecer os ensinamentos cristãos, transformando a ideia de pecado e arrependimento em algo bem mais flexível. Afinal, quem não gostaria de ter várias vidas para consertar algumas burradas, não é mesmo?
Outro ponto abordado é a ligação entre karma e reencarnação, trazendo um gostinho de Bollywood às cartas de Paulo. Para Prophet, o karma é como aquele peso na balança da vida que nos faz refletir sobre as nossas ações passadas. Aquela má ação? Pode sair pela culatra e te acompanhar na próxima vida como um karma happer. Aqui, parece que o universo se comporta como uma grande produção de Broadway onde todos temos nossos papéis, e é bom estarmos prontos para nossos "da próxima vida".
Enrolando mais a história, Elizabeth também traz uma análise sobre as vidas passadas. Ela acredita que, ao lembrar de quem fomos, podemos curar traumas e até melhorar nosso relacionamento com os outros. Imagine só, você pode ter sido o próprio rei da França numa encarnação anterior, ou até alguém que só sabia fazer besteira. Mas isso não importa tanto agora, o que conta é que nesta vida você pode ser alguém melhor! O que não falta aqui é incentivo à autorreflexão. Ao contrário do netflix, onde você só fica assistindo, aqui você entra numa jornada de autoconhecimento que promete impactar suas próximas encarnações.
E para aqueles preocupados que não há nenhuma validade bíblica para essa teoria, Elizabeth sugere que muitos textos foram manipulados ao longo dos séculos. É isso mesmo que você leu! Para ela, a reencarnação foi retirada do script da fé cristã, podemos então dar um grito coletivo de "Que absurdo!" Ou será que não?
No geral, Reencarnação. O Elo Perdido do Cristianismo é um convite à desconstrução de conceitos que nos foram impostos e uma exploração audaciosa de como a reencarnação pode se entrelaçar com a espiritualidade cristã. No final, se você ainda não acredita em reencarnação, quem sabe você não se lembra de alguém que já foi um grande santo, e isso não te faça mudar de ideia na próxima vida? Ou não, afinal, reencarnar também dá um certo trabalho!
Spoiler alert: no final não tem um distante "eu te disse" porque, como Elizabeth clareou, a escolha de crer ou não é sempre sua.