Imagine um universo onde os relacionamentos são tão complexos que até os mais quadrados se sentiriam em um filme de David Lynch. É assim que Platonico se apresenta, uma obra que faz a gente refletir sobre a tão falada, mas muitas vezes mal compreendida, amizade platônica. E aí, que tipo de amor é esse que vive nas interseções entre a paixão e a amizade? Prepare-se, porque vamos explorar isso de um jeito leve e bem-humorado.
O enredo segue as desventuras de personagens envoltos em um emaranhado de emoções e dilemas contemporâneos. Aqui, você vai encontrar pessoas que parecem saber tudo sobre a vida, mas que, na verdade, estão tão perdidas quanto um meme na linha do tempo do seu avô. Temos a protagonista, que navega entre a amizade e a atração, questionando se dar "um passo além" seria um erro ou a maior sacada da sua vida.
Em meio a diálogos que poderiam muito bem ser a trilha sonora de uma série da Netflix, os personagens refletem sobre suas próprias inseguranças e anseios. Afinal, quem nunca se pegou pensando se um "eu te amo" de amigo pode ser mais do que uma simples cortesia? Savioli instiga o leitor a pensar sobre essas relações em que o amor e a amizade dançam uma valsa de passos confusos e, muitas vezes, engraçados.
E para você que está pensando que estamos falando de uma obra onde os personagens ficam só na budega filosofando, calma! Há também segredos escondidos, desilusões e uma boa dose de reviravoltas. A vida não é só poesia, e Platonico consegue capturar isso sem perder a leveza. Em alguns momentos, a trama pode ser tão intensa que você vai sentir que a protagonista poderia ter feito um TikTok sobre isso!
Agora, vamos falar de spoiler (por sua conta e risco, hein?). O que acontece quando você finalmente decide "dar aquele passo" e percebe que o seu melhor amigo tem um gosto pela música que te deixa com vontade de enfiar uma colher nos ouvidos? Pois é, a complexidade dos relacionamentos é a verdadeira estrela dessa obra: nem sempre o que parece bom nas redes sociais realmente é.
Por fim, Platonico é um convite para mergulhar nesse mar de confusões e risadas, refletindo sobre o que é ser amigo e se existe espaço para algo mais. E, claro, te faz querer correr, abraçar e questionar toda e qualquer relação ao seu redor. No fim das contas, será que a amizade platônica é realmente tão pura ou ela carrega um quindim de emoções não ditas? A resposta, meu caro leitor, é que compõe a beleza da jornada pela qual Ana Luiza Savioli nos leva. Então, prepare-se para rir, se emocionar e, quem sabe, repensar suas próprias amizades!