Se você está se perguntando o que Agora E Na Hora Do Abaporu pode ter a ver com a famosa tela de Tarsila do Amaral, você não está sozinho. Mas calma que a viagem no tempo e no espaço está prestes a começar! O autor, Bento Cunha, resolve mergulhar nas profundezas da arte e da literatura brasileira, trazendo à tona questões filosóficas e culturais com uma pitada de humor e sarcasmo que faz você se sentir quase como se estivesse em um bate-papo com o próprio Tarsila, se ela fosse uma pessoa com quem você pudesse tomar café (ou um bom cachaça) numa tardezinha.
O livro se debruça sobre o impacto da obra-prima de Tarsila, Abaporu, um quadro que não é apenas uma tela, mas sim uma bomba cultural! É nesse espírito que Bento não só analisa a pintura em si, mas também toda a efervescência artística que ela provocou no Brasil, transformando o radical e o moderno em pop. É como se o autor tivesse montado uma live no Instagram para discutir como a arte pode mudar o mundo e, ao mesmo tempo, nos deixar com vontade de sair desenhando uns gordinhos em posição estranha.
Cunha atravessa a vida de Tarsila, os contextos sociais da época e o alvoroço do modernismo. E aqui vai uma dica: se você achou que esse negócio de modernismo era só sobre fazer arte abstrata e vender por preços exorbitantes, precisa ler mais sobre a revolução que aconteceu quando a cultura e a política se entrelaçaram. O autor faz um paralelo com a realidade contemporânea, levantando questões sobre identidade, cultura e a eterna busca pela liberdade, sem esquecer de apimentar tudo com umas boas referências repletas de ironia que são a marca registrada do autor.
E se você está esperando por um grande desfecho ou revelações bombásticas, você pode esquecer! O livro é muito mais um convite ao pensamento e à reflexão do que uma história de enredo. Aqui, não temos um vilão, nem um herói, mas uma trama de ideias que dançam sob a luz do quintal de Tarsila, enquanto você tenta entender como a arte influencia - e muito - o comportamento da sociedade.
Portanto, prepare-se para acessar as profundezas do modernismo brasileiro, depois dá pra dizer que você leu sobre Abaporu e não ficou apenas batendo o pé no chão fazendo arcos com os braços! Se você estava à espera de um enredo com começo, meio e fim, vai sentir falta do clímax aqui, pois o foco é nas reflexões e provocações que Agora E Na Hora Do Abaporu traz. Sinta-se à vontade para debater com os amigos e, quem sabe, até recorrer à arte com a mesma intensidade de uma boa saideira depois de um dia cansativo.
A única certeza que podemos ter é que, após esta leitura, seu olhar sobre a arte e a cultura no Brasil estará mais afiado que nunca. E quem sabe você também não sai desenhando seu próprio Abaporu na próxima folha de papel que encontrar? Porque depois de tudo isso, eu não duvido de nada!