"Samuça, A Serpente" é uma daquelas histórias adoráveis que parecem feitas sob medida para a criançada que quer aprender a lidar com as diferenças. O leitor vai acompanhar Samuca, uma serpente cheia de charme e um toque de insegurança. Sim, porque até as serpentes têm suas neuroses, não é mesmo? Samuca se vê em um dilema existencial digno de um drama shakespeariano, mas com mais escalas no zoológico.
A trama começa quando Samuca, a serpente que você nunca pensou que poderia ser tão carismática, decide que ela quer ser diferente. "Por que eu não posso ser um dragão ou um bichano fofo?", ela questiona. E aqui começa a jornada de aceitação, porque, convenhamos, ser uma serpente em um mundo de bichinhos fofinhos não é tarefa fácil.
Ao longo da narrativa, Samuça se depara com uma infinidade de personagens, cada um mais peculiar que o outro, que tentam convencê-la a aceitar sua verdadeira essência. Temos o sabiá que canta mais desafinado que o tio da festa de Natal e a tartaruga que, por alguma razão, acha que a vida é uma corrida de maratonistas. Cada encontro rende boas risadas e algumas lições que faz qualquer um querer sair por aí abraçando árvores e aceitando quem realmente é.
E quando você menos espera, Samuça percebe que a verdadeira beleza está na diversidade. A mensagem é clara: não importa se você é uma serpente, um dragão ou uma tartaruga devagar quase parando. O importante é ser você mesmo e se aceitar. Ufa, que alívio!
Como toda boa fábula que se preze, "Samuca, A Serpente" nos ensina que a aceitação pessoal é fundamental. E quem diria que isso viria de uma serpente, não é mesmo? Afinal, ninguém pode resistir ao charme de uma serpente que se transforma em símbolo de autoestima e autoconhecimento, tudo isso enquanto dá uma volta no parque e se despede do preconceito.
Mas calma, antes que eu esqueça: não existe spoiler nesse tipo de história, porque o que importa aqui são as lições, não o desfecho. E quem sabe, no final, você não se torna um pouquinho mais como a Samuca? Uma serpente feliz e realizada, pronta para dar voltas no seu próprio mundo.
Em resumo, "Samuca, A Serpente" é um convite à autoaceitação que faz rir e refletir, tudo muito bem misturado com características que só as histórias infantis têm. Afinal, até as serpentes têm o direito de ser felizes!