Vamos falar sobre Anacronismo, uma obra que, por nome, já convida a reflexões e piadas sobre o tempo, como aquele seu tio que nunca sabe ao certo em que ano está. O livro é uma coletânea de contos que brincam com a linha do tempo, abordando personagens e situações que, de alguma forma, desafiam a cronologia. Imagine só: um dinossauro que decide abrir uma pizzaria em plena Roma Antiga! Ok, não tem pizza no livro, mas o espírito de confundir o tempo está lá.
Ao longo de suas 52 páginas, Ertz Ramon Teixeira Campos nos apresenta um universo de personagens que flertam com o anacrônico a cada parágrafo. Eles se envolvem em situações que desafiam a lógica temporal, fazendo com que o leitor, de primeira, possa sentir como se tivesse pulado direto de um filme de ficção científica. Se você é fã de confusões temporais e amores improváveis entre séculos, bem-vindo ao clube!
Um dos contos traz uma figura clássica, talvez um herói de seus quadrinhos favoritos, colidindo com o sabiá da esquina que vive na modernidade. Spoiler: a conversa entre eles é digna de várias risadas! E não é à toa que o autor utiliza esse choque de tempos para discutir, entre risadinhas, questões sobre a identidade e a percepção que temos do mundo. O que aconteceu com o passado? Será que realmente aprendemos com ele ou estamos apenas fazendo o mesmo erro de novo e de novo, como naqueles memes que você não consegue parar de ver?
Os contos são recheados de ironia e humor ácido, tornando a leitura não apenas divertida, mas também provocadora. Em algumas passagens, o autor nos leva a refletir sobre as consequências da nossa relação com o tempo e como isso nos molda. Vale lembrar que a obra possui um tom leve, mas não subestime as mensagens que ali estão - elas podem pegar você de surpresa, como aquele aluno que, mesmo com férias prolongadas, não fez a lição de casa.
À medida que você se aprofunda nos diferentes contos, percebe que Anacronismo não só é uma viagem divertida, mas também um convite a pensar sobre o caos da nossa própria história e como nossos próprios "anacronismos" (aquelas roupas esquisitas que insistimos em usar, por exemplo) podem moldar quem somos. E, como toda boa leitura, fica a pergunta: se você pudesse escolher um momento no tempo para voltar, qual seria? A resposta pode ser tão anacrônica quanto os personagens apresentados aqui!
E para os mais curiosos, não se preocupem: apesar de adentrar questões bem reflexivas, Ertz mantém a leveza necessária para não se tornar um tratado chato sobre a história da humanidade. É uma leitura que, no fim das contas, é uma verdadeira viagem no tempo, sem precisar de DeLorean nem de flux capacitor.
Portanto, se o seu dia precisa de uma boa dose de contos anacrônicos, recheados com personagens que fazem você pensar e rir ao mesmo tempo, Anacronismo é uma ótima pedida. Prepare-se para uma leitura que, como um bom anacronismo, não se preocupa se está no lugar certo ou na hora certa. Afinal, quem disse que precisamos ser tão certinhos?