Prepare-se, pois vamos mergulhar no universo sombrio e esotérico de Constantine: A Fagulha e a Chama - Volume 1! Aqui não temos só um anti-herói, mas um mago fumador de cigarros com mais problemas do que muitas pessoas têm na vida inteira. A história gira em torno de John Constantine, um sujeito que faz qualquer um passar vergonha enquanto tenta salvar o mundo dos espíritos ruins e, claro, de suas próprias decisões questionáveis.
A trama começa com Constantine, que, se você não sabia, é meio que o Sherlock Holmes das artes ocultas, só que com um estilo bem mais "jovem e rebelde". Em vez de investigar crimes, ele está lidando com feitiçarias, demônios e um bocado de lama espiritual. Neste volume, um pouco de pano de fundo é necessário: Constantine tem um passado, e que passado! Ele é como aquele amigo que sempre tem uma história inacreditável pra contar, mas você meio que se pergunta qual foi a parte que ele mentiu.
Dentre suas andanças, Constantine acaba se envolvendo em uma guerra entre facções sobrenaturais, porque, claro, a coisa não poderia ser simples. Ele precisa descobrir quem é o verdadeiro responsável por toda a bagunça, e também se baralhar com os sentimentos de traição e a responsabilidade que vem com seus poderes - algo que ele sempre tenta evitar, mas a vida não facilita: "Ei, Constantine! Você é o escolhido, não adianta puxar o saco da vida normal!"
Um dos grandes destaques desta narrativa é a ilustração, que é, vamos dizer, digna de uma galeria de arte em comparação com os rabiscos que encontramos por aí. O traço é sombrio, quase como se o próprio artista estivesse submerso em suas próprias criações. É a parte visual que dá vida (ou morte, dependendo do seu ponto de vista) às aventuras de John.
Agora, é hora dos spoilers! Em meio às suas confusões, Constantine se vê em um dilema: tão envolto em suas tramas que mal pode notar quando as coisas começam a se descontrolar. A verdadeira fagulha que desencadeia a chama de sua luta não é só externa, mas também interna, mostrando que nem todo capeta é pior do que o próprio Constantine. Ele se autossabota, e a gente só assiste de camarote, torcendo para que ele não faça mais burrada do que já fez.
Além das batalhas e conspirações, o autor Ray Fawkes se diverte com diálogos sarcásticos, na melhor tradição da literatura de terror/ficção. Constantine é aquele amigo que não se importa de te dizer a verdade na sua cara, mesmo que isso signifique um pouco de desespero. É sarcasmo, humor e uma pitada de tragédia, tudo juntinho como uma boa pizza bem recheada.
Então, meus caros leitores, se você está buscando uma história que vai trazer aquelas vibes de mistério e um bom humor negro, esse volume de Constantine: A Fagulha e a Chama é o que você precisa. Prepare-se para risadas nervosas e uma boa dose de sarcasmo, além de algumas reflexões sobre as decisões que tomamos, porque, afinal, quem nunca se meteu em uma encrenca que poderia ter sido evitada?