Se você sempre sonhou em ser o novo Mick Fleetwood ou o Phil Collins, mas não sabe nem tocar uma colher, o livro "Bateristinhas: Manual para Pilotos de Bateria", de Renato Freitas, pode ser a sua porta de entrada para o incrível mundo da bateria. Vamos lá, pode colocar suas baquetas e sua camiseta do Led Zeppelin, porque aqui a gente vai entender como arrancar som dos tambores e ainda se divertir com isso.
Primeiro, Renato Freitas nos lembra que tocar bateria não é só sobre abandonar a vida sedentária (embora uma maratona de batidas possa fazer isso por você). No livro, ele apresenta uma série de técnicas e exercícios que vão desde o básico até algumas maluquices rítmicas que farão o seu cérebro entrar em colapso (isso é uma hipérbole, tá? Não se preocupe). O foco é proporcionar um aprendizado leve e divertido, pra você sentir que não está apenas numa sala de aula, mas sim se apresentando para uma plateia invisível de fãs empolgados.
Freitas nos orienta sobre os principais conceitos da bateria, como os diferentes tipos de baquetas (porque não dá pra usar a de um violoncelista, né?), a importância de um bom aquecimento, e como sentar de forma a evitar que sua coluna peça demissão. Sim, porque se você não cuidar da sua saúde, pode acabar como um ex-baterista nos roqueiros em turnê, ou seja, todo quebrado!
Outro ponto importante do livro é a ênfase na criatividade. Afinal, se você só vai tocar "baterista padrão" a vida inteira, por que não entrar de cabeça e deixar sua marca no mundo? Freitas nos incentiva a explorar ritmos diferentes e a criar novas batidas. Ou seja, se você sempre quis misturar samba com rock, pode ser a sua grande oportunidade de fazer as pessoas dançarem enquanto elas tentam compreender o que você está tocando!
Agora, e as dicas práticas? Ah, ele adora! O autor capricha ao ensinar como improvisar, como criar grooves e até como desenvolver uma técnica sólida. Se você é do tipo que acha que "apenas seguir a partitura" é o ápice da música, melhor repensar sua carreira! O livro está recheado de exercícios que podem ser praticados em casa, mesmo que você tenha que abusar da técnica de "tocar com o taper".
Além disso, Freitas é um verdadeiro enciclopédia viva de referências musicais, citando diversos artistas e estilos ao longo do texto. Esse é o momento em que você vai sentir um pouco de "FOMO" se não souber pelo menos algumas músicas do Queen ou do Nirvana. Então, aconselho que você já abra o Spotify enquanto lê, para que a experiência seja completa!
Em suma, "Bateristinhas" é um manual que não só ensina como tocar bateria, mas também transforma você em um verdadeiro _piloto de bateria_. O humor, a leveza e o estilo acessível do autor fazem deste livro uma leitura agradável, mesmo que você esteja sendo um pouco gato pingado.
E, claro, sem spoilers aqui, porque quem se atreve a contar a história de como exatamente você se tornará o novo Baterista do Ano? Vou deixar esse prazer na sua mão, assim como as baquetas. Agora vá, prepare seu ritmo e bom aprendizado!