Em "Certidão De Óbito", a autora Nathalie D.A. nos apresenta uma obra profundamente reflexiva - sim, porque falar da morte não precisa ser sempre um ritual de tragédias; pode, na verdade, ser uma visita à sala do café, onde se discutem questões da vida de forma leve, irônica e, quem sabe, até cafona, mas sempre sincera. Essa I.M.P.O.R.T.A.N.T.I.S.S.I.M.A. certidão é, na verdade, uma metáfora do que se encerra e do que se inicia.
Como o título sugere, o livro aborda a temática da morte. Mas não se preocupe, não é só um lamento! Nathalie nos convida a refletir sobre como lidamos com o ato de morrer e o que isso significa para nós, pobres mortais que, por sinal, adoram procrastinar sobre o assunto. É como se a autora dissesse: "Gente, vamos parar de achar que a morte é um tabu! Ela está aí, pronta para nos dar um abraço, e precisamos conversar!"
Durante a obra, encontramos um misto de narrativa e poesia, onde os questionamentos sobre a vida se entrelaçam com a inevitabilidade do final. Nathalie, com sua prosa afiada e cheia de humor ácido, trata de maneira descontraída aspectos que gostaríamos de ignorar, mas que continuam lá, como aquela amiga insistente que aparece em todas as festas e insiste em falar sobre a vida após a morte.
Além disso, ela reflete sobre o impacto das perdas em nossas vidas, nos fazendo pensar sobre aqueles que já foram e estão guardados em nosso coração, como fotos em um álbum empoeirado no sótão. E, para dar um toque ainda mais interessante, há uma crítica social sobre como a morte é tratada na contemporaneidade. Afinal, você já parou para pensar que existe todo um mercado em cima do que está morto e enterrado? Vem cá, quem inventou o "velório vegan"?
"Certidão De Óbito" vai além de um mero relato de lamento. É um convite à vida. Com suas 68 páginas, Nathalie não se afunda numa pilha de negatividade, mas nos lembra que toda despedida pode ser uma nova oportunidade. Como diria um filósofo hipster: "A vida é feita de ciclos, baby!"
Então, se você está pronto para uma viagem reflexiva que desafia o medo da morte e nos faz pensar sobre o que realmente importa, não hesite em abrir essa certidão. Afinal, a única certeza que temos é que, no fim das contas, todos nós provavelmente teremos uma. E ao invés de encarar isso como um drama, por que não dar algumas risadas durante a jornada? Boa leitura!