Se você já se perguntou se existe uma moral que seja universal, como aqueles anúncios de desconto que prometem, mas nunca cumprem, você vai adorar o que Barão de Holbach tem a dizer neste livro! "A Moral Universal" é, na verdade, uma daquelas obras que faz você se sentir na sala de aula, mas com a sensação de que o professor pode estar meio maluco - e por isso mesmo, irresistível.
Barão de Holbach, esse filósofo que provavelmente nunca ouviu falar de Instagram, monta o cenário para discutir os deveres do homem baseando-se na sua natureza. Ou seja, esqueça aquelas conversas fúteis sobre moralidade que só servem para encher linguiça. O homem, segundo Holbach, não é só uma entidade que vaga por aí com boas intenções e uma lista de tarefas a cumprir; ele é parte de um mecanismo muito mais complexo que envolve, claro, natureza e razão. Sim, a boa e velha razão! Aquela que todos nós tentamos ignorar quando é hora de decidir se vamos comer a salada ou a lasanha.
No primeiro ato dessa peça filosófica, o autor defende que os valores morais devem ser extraídos do que é, na verdade, a natureza humana. Sem essas balelas sociais que inventamos para nos sentir melhores, claro que com a ajuda de um café e uma conversa de bar! Holbach argumenta que as ações do ser humano devem ser pautadas por princípios racionais e naturais, e que a felicidade da coletividade vale mais que os caprichos individuais. Em outras palavras, é como se ele estivesse dizendo: "Menos selfies, mais compreensão!"
Subindo no palco da moralidade, o Barão não se furta a criticar os dogmas religiosos e as tradições que, segundo ele, escravizam a razão e a natureza humana. Ele é claro ao afirmar que viver segundo a moral não é só uma questão de regras, é quase um dever biológico. Então, se você sentiu que o seu coração estava batendo em desacordo com o ritmo da moral, pode ser a hora de rever os conceitos.
E, claro, como toda boa história, chegamos ao clímax, onde o Barão nos pega desprevenidos com seus discursos sobre a importância da liberdade, dos direitos humanos e da solidariedade. Adicione uma pitada de utilitarismo e temos um coquetel explosivo sobre como devemos nos relacionar uns com os outros. Spoiler alert: não é exatamente "cada um por si e Deus por todos", se é que você me entende.
Finalmente, Holbach termina sua apresentação com um apelo apaixonado à educação e ao conhecimento, enfatizando que o verdadeiro progresso só é possível quando nos libertamos das amarras da ignorância. Ele nos alerta que, em um mundo onde a razão prevalece, a moral será mais firme do que a barriga depois de um rodízio de pizzas.
E assim, com seu espírito de iluminista evolucionário, Barão de Holbach nos convida a repensar nossas ações, moral e, talvez, até a nossa dieta. Então, da próxima vez que você se encontrar em uma encruzilhada moral, lembre-se do Barão e de sua visão de que viver bem é uma arte que exige prática, e quem não tenta, fica no arroz com feijão!
Se você achou que já sabia o suficiente sem ler o livro, pode ser hora de reconsiderar. Afinal, como bem diz Holbach, a verdadeira moralidade se constrói com conhecimento e entendimento. E, por favor, evite fazer isso enquanto devora uma fast food.