Ah, São Paulo no século XVIII! Uma época em que as pessoas não tinham ideia de que um dia aquela região viraria um caos urbano repleto de trânsito e pessoas apressadas. _São Paulo Restaurada_, de Pablo Oller Mont Serrath, é como um olhar íntimo na vida colonial dessa capitania, que, convenhamos, tinha muito mais a oferecer do que sambas e caipirinhas. Vamos dar uma espiadela nesse livro que guarda segredos e revelações sobre a administração, economia e sociedade paulista entre 1765 e 1802. Spoiler: você pode ficar chocado com a ausência de techs e redes sociais!
O autor inicia o passeio histórico mostrando que, na verdade, São Paulo não era essa megalópole frenética que conhecemos hoje, mas uma capitania que estava apenas começando a se estruturar. Era como um adolescente sem computador: inquieto, buscando descobrir quem realmente era. Durante esse período, a administração pública começou a tomar forma. Ou seja, os governantes começaram a se perguntar: "Como podemos controlar isso tudo e ainda ter tempo para um cafezinho?"
Além da administração, claro, temos a economia batendo à porta. Oller Mont Serrath nos leva a explorar a produção agrícola, que era a estrela do show. Cafés, algodão e açúcar eram os protagonistas no mercado colonial. Era como se o café da manhã do paulistano média da época fosse regado a produtos que traziam dinheiro para as pessoas, enquanto os nobres se revezavam entre o chá das cinco e a exploração do trabalho indígena. Fala sério, os carboidratos sempre tiveram protagonismo na história!
Mas não para por aí. O autor também nos apresenta a sociedade da época, que, como todo lugar, era cheia de conflictos. A luta entre classes sociais, a presença da escravidão e os costumes da população indígena estavam no dia a dia, e não era lá muito fácil conviver com tanta desigualdade. Imagine um desfile com um lado sendo os ricos de uma mão cheia de ouro e do outro, os pobres tentando equilibrar o que sobrava da festa. Oller não hesita em apresentar esse cenário e em jogar luz sobre os dramas sociais da época.
E, claro, a obra explora as várias tentativas de administração e gestão pública. Com certeza, os governantes da capitania tiveram a sensação de estar jogando um jogo de tabuleiro com regras mudando a cada rodada. Sobretudo, a questão das finanças se tornava um verdadeiro quebra-cabeça, onde cada peça era uma taxa ou imposto a mais que o povo não estava afim de pagar. E assim, a economia local se desenrolava às custas de muita criatividade e improviso.
Em suma, _São Paulo Restaurada_ é uma viagem pelo tempo que revela os altos e baixos da administração e economia dessa capitania colonial. O livro é uma verdadeira aula de história que pode deixar até os mais desinteressados por história da cidade com vontade de correr atrás do tempo perdido. E não se esqueça: ao final dessa jornada, você vai perceber que a São Paulo moderna tem suas raízes bem fincadas nesse solo rebelde e intrigante.
Mas, para quem esperava uma lista de dicas para sobreviver no caos atual, sinto muito, você ainda vai ter que encontrar seu próprio jeito de escapar dos engarrafamentos!