Ah, Mao, essa obra que mais parece um daqueles filmes épicos de Hollywood, mas com um pouco mais de propaganda e um toque de totalitarismo! Os autores Jung Chang e Jon Halliday nos levam por uma viagem pela vida de Mao Tsé-Tung, o ícone chinês que mais uma vez provou que a fama pode ser tanto uma bênção quanto uma maldição. E para nossa diversão (ou desespero), temos aqui não apenas a história do homem, mas também uma boa dose de drama político, traições e, claro, a interminável linha do tempo do Partido Comunista Chinês.
Comecemos do início: Mao nasceu em 1893, em uma província rural da China, onde provavelmente não imaginava que seu destino o levaria a ser o chefe supremo da República Popular da China. E se você pensou que a infância dele foi repleta de brincadeiras inocentes, pense de novo! O garotinho, após uma rotina de matanças de piolhos e travessuras, mergulhou no mundo político com a ferocidade de um lobo em uma caixa de galinhas. O que vamos ver na sequência é uma montanha-russa de eventos dramáticos que passam pela Revolução Chinesa, a guerra civil e a criação da República em 1949, tudo isso temperado com um pouco de sociopatia política.
Os autores detém o talento de transformar acontecimentos históricos em algo digno de um reality show. Eles detalham a ascensão de Mao ao poder, suas habilidades em manobrar rivalidades internas e a forma como ele transformou um povo faminto em uma máquina de guerra ideológica. Spoilers à vista, mas vale a pena: o Grande Salto Para Frente e a Revolução Cultural não foram exatamente as melhores ideias que ele teve. Sim, foram uma ótima receita para o caos, a fome e a morte de milhões! Ah, os benefícios de uma boa liderança, não é mesmo?
E, claro, não podemos esquecer das estratégias de Mao, que são discutidas com uma riqueza de detalhes que nos fazem sentir uma mistura de admiração e horror. Enquanto os autores denunciam suas falhas e ideologias delirantes, traçam o perfil de um ditador que acreditava estar acima do bem e do mal, e que poderia moldar a China ao seu bel-prazer. A narrativa revela ainda suas relações complicadas com aliados e adversários da política, sempre à beira de um ataque de nervos (ou de um golpe mortal).
Para aqueles que acham que conhecem tudo sobre o comunismo e Mao, atenção: Mao não é só uma biografia, mas um exame social e político das consequências do regime que ele ajudou a estabelecer - como se a China tivesse sido enfiada dentro de um liquidificador e batida sem dó! Desde a sua infância até sua morte em 1976, a obra mergulha nos dilemas e contradições de um homem que se achava a voz da razão em um mundo caótico (parafraseando: a razão da loucura).
E quem diria que um cara que propunha que "a política é guerra sem derramamento de sangue" acabaria derramando litros e litros de sangue em suas tentativas de governar? Em suma, Mao é uma leitura obrigatória para quem quer entender a complexidade da história chinesa moderna e também se divertir (ou ficar horrorizado) com os absurdos da política.
Se você precisa de um resumo bem revestido do que foi a vida de Mao Tsé-Tung, suas façanhas e as consequências de suas políticas, pode ter certeza que aqui você encontra tudo - com um leve toque de ironia, porque, convenhamos, rir de alguns discursos de Mao é a única forma de não chorar diante de tamanha brutalidade e insensatez.