Se você já se imaginou como um escriba em um castelo, rabiscando um monte de letras em pergaminhos enquanto tenta não esquecer a receita do feijão, é hora de conferir Quando o Escriba do Castelo era eu, de Victor Leonardi! Prepare-se para uma jornada que mistura fantasia, humor e um toque de melancolia, tudo isso sem sair da poeira dos livros.
Neste mini romance, conhecido por seu estilo leve e bem-humorado, conhecemos um escriba que, adivinha só?, não é nenhum protagonista de ação heroica com espada na mão, mas sim um sujeito que vive suas desventuras nas sombras dos arranha-céus medievais - ou seria castelos? O que importa é que ele tem a vida bem pacata, até que decide que não vai mais ser apenas a sombra do grande senhor feudal, e sim a estrela do próprio show literário.
A trama se desenrola enquanto o escriba vai narrando suas memórias e experiências, sempre com aquele toque de "pode ser que a vida no castelo não seja tão glamourosa quanto parece". Entre uma risada e outra, ele reflete sobre seu papel na sociedade da época. É uma crítica sutil (e engraçada) ao exagero da importância que se dá aos títulos e às honrarias. Afinal, quem precisa de um trono quando se pode ter uma caneta?
E é claro que não poderia faltar uma pitada de romance, porque, bem, até os escribas têm corações! No meio de suas anotações, ele se vê enredado em um amor não correspondido - o que é bem trágico, mas ao mesmo tempo hilariante. A angústia do escriba nos faz lembrar que, mesmo em tempos antigos, a vida amorosa sempre foi um caos. E quem não se identifica, não é mesmo?
Agora, se você está esperando um final arrebatador ou uma reviravolta digna de quadrinhos da Marvel, sinto desapontá-lo. O fechamento do livro é mais sutil que um gato tentando se esconder debaixo do sofá. E sim, aviso: spoiler à vista! No fim, nossa estrela descobrindo que às vezes o papel de escriba pode ser tão importante quanto o de qualquer rei, afinal, quem escreve a história garante o lugar na memória da humanidade. O que, convenhamos, é uma grande responsabilidade e também uma baita pressão quando o dia da entrega do trabalho chega!
O livro nos oferece um panorama irreverente e reflexivo sobre a vida nos castelos e o valor das palavras, tudo isso sem deixar de lado a comédia. Victor Leonardi consegue captar a essência do que é ser humano - com suas inseguranças, desejos e até a necessidade de um bom café após uma longa jornada de escrita.
Em resumo, Quando o Escriba do Castelo era eu é uma obra que mistura a graça cotidiana ao drama existencial de quem, mesmo em tempos distantes, sonha em ser mais do que uma simples letra em um pergaminho. Um convite a embarcar nessa aventura literária que denuncia a importância das histórias que contamos. Afinal, cada um de nós pode ser o escriba do próprio castelo - ou pelo menos um bom colega de escritório!