
O que faz uma obra de arte se destacar entre tantas? Tal pergunta ecoa ao folhear D'água, de Marques Brites. É um convite visceral a mergulhar em um universo não apenas visual, mas sensorial e emocional, onde cada página parece ser um chamado à contemplação. E não estou falando de uma simples leitura; estou falando de uma experiência única, um verdadeiro despertar que te agarrará e não te soltará.
Em apenas 27 páginas, Marques Brites consegue fazer sua narrativa deslizar como um rio tranquilo, mas que, de repente, se transforma em uma correnteza avassaladora. D'água não se limita a ser um conto ou um relato; é um fenômeno literário que provoca um turbilhão de sentimentos, uma dança de palavras que toca na essência do ser humano. O que mais impressiona é a habilidade de Brites de transformar o simples ato de ler em uma imersão nas profundezas da água - que pode ser tanto um símbolo de vida quanto um lembrete da fragilidade da existência.
Os leitores que se arriscaram a deslizar por suas páginas expressam emoções intensas. As opiniões são variadas, mas todos concordam que a prosa poética captura a atenção e a imaginação. Como um purificador, cada palavra flui, purgando inseguranças e trazendo à tona reflexões sobre a vida, a natureza e a própria condição humana. É fascinante perceber como mesmo críticas, que consideram a abordagem de Brites desafiadora demais, cederem à beleza do texto. Para alguns, a obra é como um golpe de água fria - revitalizante e, ao mesmo tempo, assustador.
Marques Brites, ao que parece, sabe exatamente como ditar a maré. Sua experiência e conhecimento sobre a complexidade das emoções humanas são vertidos em cada linha. Com uma escrita que transcende o superficial, ele nos leva a navegar por momentos de introspecção e conexão, fazendo com que você, leitor, questione suas próprias percepções. As vozes ecos de seus personagens reverberam no íntimo, trazendo um entendimento palpável da dualidade entre o efêmero e o eterno, entre alegria e dor, entre a vida e a morte.
Não me surpreende, então, que muitos que embarcam nessa jornada saem com a alma mais leve, ou, no mínimo, com novas perguntas a serem respondidas. Quando um livro consegue fazer isso, é um feito notável. Não importa a sua perspectiva, como um espelho, D'água reflete o que está dentro de você, desafiando as convicções e a forma como você percebe o mundo. 🌊
Se você ainda não se permitiu essa viagem, é hora de reconsiderar suas escolhas. Mergulhe nas águas turbulentas e tranquilas de Marques Brites, pois a reflexão que ela propõe é mais do que necessária; é crucial.
📖 D'água
✍ by Marques Brites
🧾 27 páginas
2022
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