
A ideia de Decolonialidade e Linguística Aplicada transcende a mera academia, explode em reflexões urgentes e cruciais sobre o nosso mundo contemporâneo. Neste livro, Adriana Cristina Sambugaro de Mattos Brahim não é apenas uma autora; ela se torna uma guia corajosa na floresta densa e repleta de armadilhas do colonialismo linguístico que continua a nos cercar. Vamos mergulhar nessa obra que, com sua complexidade e beleza, tece uma crítica mordaz e iluminadora sobre o uso da língua e o impacto histórico da opressão cultural.
Na era da globalização, onde a intersecção entre culturas é inegável, somos provocados a reavaliar a forma como nos comunicamos, como pensamos e, principalmente, como nos percebemos no mundo. A autora traz à tona que a linguagem não é apenas um meio de comunicação, mas um local de luta, um campo de batalha onde a colonização e a resistência se entrelaçam. Suas páginas vibram com a urgência de se desconstruir velhos paradigmas, um chamado à ação que te faz sentir que cada palavra carrega o peso de nossa história coletiva.
Os leitores reagem de maneira polarizada a essa obra. Enquanto muitos a aclama como um divisor de águas, outros questionam a aplicabilidade de suas propostas na prática cotidiana. O que está em jogo é uma reavaliação da língua como uma forma de expressão que não deve ser neutra; mas sim, uma ferramenta de resistência. As críticas a essa abordagem não faltam, mas como fazer sentido em um mundo que ainda opera sob as rédeas de um legado colonial? É essa tensão que estimula debates fervorosos nas salas de aula e nos círculos intelectuais.
O pano de fundo histórico em que Brahim insere sua argumentação é riquíssimo. Estamos falando de um contexto onde a herança colonial ainda ecoa, envolvendo não apenas a língua, mas também identidades e modos de vida. A autora não tem medo de expor a brutalidade escondida sob camadas de suavidade linguística. Cada página é um convite ao leitor para confrontar essa realidade incômoda e, quem sabe, encontrar um espaço para a renovação e a reescrita dessas narrativas.
Ao longo do livro, a emoção cresce, e a leitura se transforma em uma jornada de autoconhecimento. As interrogações sobre a linguagem, a cultura e o poder ressoam como um lembrete incessante de que cada palavra que proferimos é um ato político. A obra clama por uma nova conscientização, desafiando cada um a pensar criticamente sobre seu papel na perpetuação ou desconstrução de estruturas opressoras.
No final, Decolonialidade e Linguística Aplicada não é apenas uma leitura; é uma experiência que transforma. Torna-se impossível não questionar o mundo à sua volta e seu próprio papel dentro dele. Ao fechar suas páginas, você não apenas se sente mais informado, mas também compelido a agir. A visão oferecida por Brahim é uma luz na escuridão, uma chance de reinventar nosso dia a dia e, ao mesmo tempo, homenagear aqueles que lutaram contra a opressão.
Se você deseja entender o impacto da linguagem em nossas vidas e se engajar em uma discussão vital que abrange nosso passado e futuro, esta obra é um imperdível. É um desafio, uma provocação e, acima de tudo, um convite à libertação do pensamento. Não fique de fora dessa conexão profunda e necessária.
📖 DECOLONIALIDADE E LINGUÍSTICA APLICADA
✍ by ADRIANA CRISTINA SAMBUGARO DE MATTOS BRAHIM
🧾 295 páginas
2022
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