
A vida é como uma cachoeira: flui, se transforma e, por vezes, nos surpreende com a intensidade de sua correnteza. Essa é a essência poderosa que Patricia S. Lima captura em DIA NÃO MUITO DISTANTE: UMA CACHOEIRA. UM PASSADO CONTÍNUO. Ao adentrar nessa obra, você não apenas lê, mas vivencia uma jornada emocionante que atravessa os labirintos do tempo e da memória, acessando as profundezas do ser humano.
A autora, em sua prosa poética e visceral, nos leva a um enredo que é ao mesmo tempo íntimo e universal. Cada página é uma oportunidade de refletir sobre as cicatrizes que carregamos, sobre os laços que nos unem e sobre a força inabalável que se revela quando mergulhamos em nosso passado. A cachoeira, nesse contexto, se torna um símbolo de renovação e descoberta, uma metáfora vivaz que pulsiona ao longo da narrativa. 🌊
Os leitores têm se deparado com uma gama rica de emoções ao longo da trama. Alguns ressaltam a profundidade dos personagens, a forma como suas histórias se entrelaçam e revelam um mosaico humano cheio de fragilidades e esperanças. Outros, no entanto, criticam a densidade da narrativa, afirmando que em alguns momentos a correnteza pode parecer pesada. Essa polarização de opiniões não faz mais do que refletir a complexidade da vida, onde cada experiência traz à tona sentimentos contraditórios.
O ambiente em que Lima escreve é permeado por uma rica herança cultural, que se desdobra em influências do cotidiano brasileiro e das memórias familiares que moldaram sua infância e sua visão de mundo. A autora traz à tona questões que desafiam o leitor a se confrontar com suas próprias vivências. A obra é um convite para que você, leitor, se permita sentir: o prazer da reconexão, o gosto amargo da perda e, acima de tudo, a resiliência que brota mesmo em meio às tempestades.
Há um poder quase hipnótico nas palavras de Patricia, que dançam sobre a página como águas caindo em cascata. O escritor é um maestro, e sua orquestra é composta de lembranças, emoções e a brutalidade do tempo que não cessa. O que acontece quando confrontamos nosso passado? O que se revela quando permitimos que o coração, aquele intrépido navegante, tome as rédeas da nossa história? Esses questionamentos surgem irresistíveis, pedindo sua total atenção e reflexão.
Ao final, DIA NÃO MUITO DISTANTE não é apenas uma leitura; é um desabrochar emocional. Você sairá transformado. Prepare-se para sentir a urgência dessa história e a necessidade de revisitar suas próprias cachoeiras interiores. Porque, no fundo, cada um de nós é um eco desse passado contínuo que nunca nos abandona. E, ao navegar por essas águas, você pode descobrir que a beleza da vida está em suas correntes imprevisíveis, prontas para levar você a novos horizontes. 🌅
📖 DIA NÃO MUITO DISTANTE: UMA CACHOEIRA. UM PASSADO CONTÍNUO.
✍ by PATRICIA S. LIMA
🧾 220 páginas
2021
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