
eu mesmo sofro, eu mesmo me dou colo não é apenas um título; é um grito angustiado que ecoa nas profundezas da alma humana. Pedro Salomão, com uma prosa pungente e visceral, mergulha no labirinto das emoções, apresentando um relato íntimo que provoca uma exploração intensa da vulnerabilidade e da autocuidado. Cada página desse livro é uma convocação à reflexão, uma introspecção crua que transforma dor em poesia.
Ao folhear as páginas, o leitor é confrontado com a complexidade das experiências humanas, um convite a sentir na pele as feridas, os traumas e, finalmente, a cura. Salomão, com um estilo que oscila entre o confessional e a análise profunda, nos leva a questionar não apenas nossas próprias vivências, mas o que significa realmente dar-se colo. O ato de cuidar de si mesmo é desnudado em sua forma mais pura, revelando que, muitas vezes, somos nossos próprios inimigos.
Os comentários dos leitores são um mar de opiniões diversas, desde aqueles que se sentiram tocados pela sinceridade do autor até os que criticaram a intensidade de suas reflexões. Alguns destacam a autenticidade e a força emocional, afirmando que Salomão consegue dar voz àqueles que se sentem perdidos em suas próprias dores. Outros, porém, apontam a repetição de temas, como se o autor estivesse preso em um ciclo de lamentos, incapaz de transcender a própria angústia. Mas, quem pode criticar a genuína busca por compreensão em tempos tão nebulosos?
A obra, publicada em meio a uma pandemia que exacerba a solidão e a incerteza, ganha um contexto ainda mais relevante. Nos dias atuais, em que a saúde mental se torna um tópico essencial, o desabafo de Salomão se transforma em um manifesto pela importância de reconhecer e acolher nossa própria dor. O mundo precisa de mais pessoas que, como ele, têm coragem de mostrar que a fragilidade é uma força, e não uma fraqueza.
Ao final, eu mesmo sofro, eu mesmo me dou colo é um convite aberto. Um chamado para que você, leitor, encare suas fragilidades e dores, e, quem sabe, transforme todo esse sofrimento em uma fonte de luz. A obra de Salomão não é para ser lida; é para ser absorvida, sentida e vivenciada. Afinal, a verdadeira jornada começa quando você decide se dar colo. 🌟
📖 eu mesmo sofro, eu mesmo me dou colo
✍ by Pedro Salomão
🧾 178 páginas
2021
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