
Ninguém quer ser jurado: uma etnografia da participação dos jurados no Tribunal do Júri não é apenas um livro sobre a rotina de um tribunal. É um mergulho profundo na alma humana, um convite para questionar os próprios pilares da justiça. Fábio Ferraz de Almeida, com uma habilidade cirúrgica, desconstrói a narrativa tradicional do júri e revela os sentimentos ocultos e as angústias de quem se vê arrastado para esse drama jurídico e social.
Ao explorar a participação dos jurados, o autor traz à tona dilemas morais que ressoam em nossa sociedade. Ser jurado implica um peso - a responsabilidade de decidir o destino de uma vida. E quem está preparado para tal carga? A obra é um convite à reflexão intensa e visceral sobre o medo, a dúvida e o papel do indivíduo em um sistema que muitas vezes parece tão sombrio.
Os leitores são tomados por críticas e reflexões que ultrapassam as barreiras do tribunal. É uma verdadeira montanha-russa emocional! O medo de errar, a pressão social e a busca pela verdade se entrelaçam em uma narrativa que obriga você a questionar seus próprios preconceitos e a considerar as complexidades do ser humano. Em um mundo onde as verdades são tão relativas, Almeida provoca você a se perguntar: qual é o preço de uma decisão?
Opiniões sobre a obra são diversas e apaixonadas. Muitos aclamam a profundidade da pesquisa etnográfica e a forma como o autor humaniza cada jurado, transformando-os em personagens tridimensionais. Outros, no entanto, se sentem desconfortáveis com a maneira crua e direta com que a realidade do tribunal é exposta. O que emerge daí é uma discussão acalorada sobre a etnografia e o impacto que isso tem na percepção do público sobre a justiça.
Num cenário onde a legislação muitas vezes é encarada com desconfiança, este livro surge como um farol, revelando as nuances por trás das decisões judiciais. Através de uma prosa envolvente e provocativa, Fábio Ferraz de Almeida desmantela ideias fixas, levando o leitor a questionar o que é justiça, o que é moralidade e, mais importante, o que significa ser humano.
Neste contexto, Ninguém quer ser jurado se transforma em um chamado à ação, uma oportunidade para você refletir sobre sua própria posição na sociedade. Em vez de permanecer um mero espectador dos dramas que se desenrolam ao nosso redor, a obra o convida a assumir uma postura crítica. Você está pronto para encarar as consequências de suas decisões? Este livro não é apenas uma leitura; é um espelho que reflete a complexidade da vida em sociedade, exigindo que você olhe nos profundos abismos da própria alma.
Se a justiça é cega, talvez seja hora de abrir os olhos. 🚀
📖 Ninguém quer ser jurado: uma etnografia da participação dos jurados no Tribunal do Júri
✍ by Fábio Ferraz de Almeida
2022
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