O Boticário que pensou ser Deus
Paulo Buffara
RESENHA

Em um mundo onde a vaidade e o poder se entrelaçam, O Boticário que pensou ser Deus de Paulo Buffara é mais que uma introspecção sobre a vida de um homem que se deixou levar por ilusões grandiosas; é um mergulho profundo na psique humana, revelando suas fraquezas e suas ambições desmedidas. Você é convidado a desvendar a história de um boticário cuja trajetória tece sonhos e desesperos, fazendo você balançar entre a fé e a desilusão.
Buffara, conhecido por sua sagacidade e crítica afiada ao comportamento humano, utiliza a figura desse boticário como uma metáfora poderosa. Aqui, o protagonismo não é apenas do personagem central, mas da própria vida que ele representa. Ao se achar Deus, ele não apenas se afasta da humildade, mas distorce a percepção da realidade, envolvendo-se em um labirinto de ilusões. Você sente isso? É como um eco que reverbera em sua mente, lembrando que todos nós, em algum momento, podemos nos perder em nossa própria grandeza.
A obra, embora breve, provoca uma avalanche de reflexões. Os leitores aplaudem a habilidade de Buffara em transformar uma ideia simples em um verdadeiro epítome da ambição desenfreada. Contudo, não faltam vozes críticas, que apontam que, em sua busca de um impacto dramático, o autor esbarra em clichês que podem desvirtuar a profundidade planejada. Elas gritam: "onde está a originalidade?".
Nesse meio-termo, você se vê confrontado com emoções intensas; é impossível não questionar como a sede de poder pode transformar pessoas comuns em caricaturas de si mesmas. Os comentários afloram como tempestade. Muitos se sentem tocados pela dor e pela fragilidade do boticário, enquanto outros criticam a escolha de um trope narrativo.
O contexto em que a obra foi escrita também não pode ser ignorado. Em tempos de crise e turbulência social, a busca por controle e poder se torna um tema universal, fazendo com que suas páginas ressoem mais do que nunca. É uma balança, onde um lado pesa a esperança e o outro, a desilusão. Ao lê-la, você não pode deixar de se sentir parte dessa dinâmica, como se cada palavra estivesse direcionada a você, provocando um choque de realidades.
Além do mais, Buffara traz à tona um questionamento primordial: para quem se deve olhar quando se trata de verdade e ilusões? O boticário, em sua onipotência imaginária, nos obriga a refletir sobre nossas próprias crenças e valores. Você se vê nele? Essa obra não apenas narra uma história; ela desafia as normas e retorcede suas convicções sobre o que significa ser humano.
Cada página é um convite para você se perder e, ao mesmo tempo, se encontrar. Essa experiência solene e turbulenta o arrasta em uma montanha-russa de emoções, fazendo com que cada leitor esteja mais vivo do que nunca. E se você ainda não se deparou com essa obra, saiba que está diante de uma possibilidade inestimável de aprofundar-se não só no tema, mas em si mesmo.
📖 O Boticário que pensou ser Deus
✍ by Paulo Buffara
🧾 4 páginas
2015
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