
O que acontece quando o mundo se vê paralisado, quando o ritmo frenético das viagens se torna um eco distante e tudo o que resta é a angústia do confinamento? Qualquer lugar menos agora: Crônicas de viagem para tempos de quarentena, de João Paulo Cuenca, não é apenas um relato de viagens, mas um grito de liberdade encapsulado em prosa. Esse livro é como um sopro de ar fresco em um ambiente abafado, uma janela aberta para o sonho e a realidade confusa de um mundo em pandemia. 🌍💔
Cuenca, um autor que já nos brindou com a capacidade de transformar a banalidade em poesia - e a poesia em drama humano -, mergulha nas vicissitudes das viagens impossíveis, das descobertas anônimas e dos anseios reprimidos. Cada crônica é uma ode ao desejo de explorar, mas também uma crítica aos limites impostos por um vírus que, em um estalar de dedos, transformou a aventura em nostalgia. A pandemia é a sombra constante que assombra cada página; ela nos faz refletir sobre o que realmente significa estar "fora" e, mais ainda, estar "dentro". 💭
Comentários efervescentes dos leitores revelam que muitos se identificam profundamente com as angústias e os prazeres narrados. Alguns ressaltam que as crônicas são quase terapêuticas, enquanto outros se sentem desafiados a reavaliar suas próprias vidas na era do isolamento. A controvérsia está presente - existem os que sentem que Cuenca erra ao romantizar o sofrimento de não poder viajar e os que o aplaudem pela habilidade de transformar desespero em arte. Em qualquer ângulo que se observe, as emoções são pungentes, e a necessidade humana de liberdade é retratada com crueza e sutileza. ⚡️
Neste cenário de confusão global, Cuenca evoca memórias de viagens passadas com uma intensidade quase hipnótica, fazendo com que o leitor sinta o cheiro das cidades e escute o murmúrio das culturas que, temporariamente, estão em silêncio. Uma das crônicas, por exemplo, é um retrato vívido das ruas de Lisboa com suas calçadas de pedras, uma visão tão detalhada que quase se pode sentir o calor do sol nos ombros. Enquanto as viagens são impossíveis, são essas imagens que nos mantêm vivendo. A prosa é correnteza que leva, e você é arrastado junto com ela, como um surfista se aventurando nas ondas impetuosas da consciência e da saudade. 🌊
E como o próprio Cuenca sugere nas entrelinhas, essa obra é uma convocação - uma convocação para relembrar que, mesmo limitados fisicamente, a mente e o espírito podem viajar para qualquer lugar. O mundo não se resume ao que está ao nosso redor; a verdadeira viagem começa dentro de nós, na poesia de nossas memórias e na pulsação de nossos desejos. Viver é viajar, e o que está em jogo aqui é a própria definição de liberdade. Esqueça os pequenos incômodos do isolamento; abra sua mente, porque este livro não vai te deixar ficar na zona de conforto. Ele é um convite a desafiar seus próprios limites. 🚀✨️
Ao final, o leitor não só termina o livro, mas também inicia uma jornada interna. O impacto de Qualquer lugar menos agora já é profundo, e ao se deparar com a obra, você não poderá evitar sentir que, mesmo em tempos sombrios, a luz das possibilidades ainda brilha. A liberdade é um conceito elástico, e vale a pena esticar suas definições. ??? ????
📖 Qualquer lugar menos agora: Crônicas de viagem para tempos de quarentena
✍ by João Paulo Cuenca
🧾 220 páginas
2021
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