
Querido assassino é uma obra que não se limita a contar uma história; é uma verdadeira viagem pela psique humana, uma dança entre o real e o surreal, onde o leitor se vê imerso em um universo peculiar e provocativo criado por Dalton Trevisan. Publicado em 1983 e já se consolidando como um clássico da literatura brasileira contemporânea, esse livro instiga e provoca, reunindo elementos de suspense e humor de uma forma que só um mestre da palavra pode articular.
A trama gira em torno de um assassino cujos passos são devorados pelas sombras do cotidiano, onde cada personagem é uma peça de um quebra-cabeça repleto de nuances e ironias. É um convite para explorar as profundezas da moralidade, ou, como Trevisan nos desafia, a falta dela. A prosa seca e contundente do autor cria um ambiente desconcertante, onde o riso e o horror se entrelaçam de maneira quase mágica. O leitor brinca à beira de um abismo, sem saber se deve rir ou chorar.
Tanto o estilo quanto o enredo refletem a maneira como o ambiente social e político do Brasil dos anos 80 influenciava a literatura. A arte se torna um espelho de uma sociedade em transformação, e Trevisan captura esse espírito com maestria. Algumas das críticas a sua obra mencionam um suposto distanciamento emocional, mas é exatamente essa frieza que provoca a reflexão: até que ponto nos tornamos indiferentes a violência e ao absurdo da vida?
Conferir comentários originais de leitores Os comentários dos leitores são unânimes em destacar a capacidade de Trevisan em criar diálogos que soam como verdadeiras flechas que atingem o alvo da sensibilidade humana. Palavras como "ironia" e "provocação" frequentemente aparecem nas resenhas, apontando para um autor que se recusa a se conformar com as normas literárias e sociais - um verdadeiro rebelde da literatura.
A obra nos obriga a confrontar não apenas os personagens, mas também nossos próprios preconceitos e concepções de justiça. É uma experiência que mexe com a mente, onde o humor negro pode fazer seu coração palpitar e sua boca esboçar um sorriso involuntário, mesmo em meio a cenas de violência e desespero. Como o famoso crítico literário brasileiro José Castello disse: "Dalton Trevisan é uma lufada de ar fresco na literatura, um autor que te dá um soco e pede desculpas ao mesmo tempo."
Em um mundo saturado de narrativas rasas e personagens estereotipados, Querido assassino surge como um farol de complexidade e profundidade. Este é um livro que não apenas se lê, mas que se sente e se vive. Ao final da leitura, você não será mais o mesmo. Portanto, é hora de mergulhar nesta narrativa e descobrir até onde suas próprias convicções podem ser desafiadas. Afinal, quem é o verdadeiro assassino? 😈
📖 Querido assassino
✍ by Dalton Trevisan
🧾 158 páginas
1983
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