
Em um momento onde as identidades estão em constante reconstrução e a linguagem se torna um campo de batalha, Tempos para (Re)existir e Decolonizar na Linguística Aplicada surge como um grito potente, um alarme que ecoa a urgência da decolonização dos saberes linguísticos. Escrito por Denise Akemi Hibarino, esse livro não é apenas uma leitura; é uma imersão radical em questões que transcendem a língua, revelando a importância da justiça social, dos direitos humanos e da resistência cultural.
A autora nos convida a um mergulho profundo, em um cenário onde a linguagem pode ser um instrumento de opressão ou libertação. Ao longo de 254 páginas, Hibarino provoca, instiga e desmantela estruturas que há muito tempo foram naturalizadas. O foco não é somente a linguagem em si, mas como ela interage com a nossa identidade, com o nosso ser no mundo e com as opressões estruturais que enfrentamos. O que está em jogo? A possibilidade de (re)existir em um mundo que frequentemente nos diz que não pertencemos.
Os leitores têm reagido intensamente a essa obra. Por um lado, muitos celebram a profundidade e a relevância das reflexões propostas. Para esses, a obra é um divisor de águas, uma ferramenta que pode ser utilizada por educadores, ativistas e todos aqueles que desejam ver a linguagem como um campo aberto para a diversidade e a inclusão. Por outro lado, há quem critique a obra por sua abordagem provocativa, defendendo que a linguagem, em sua forma tradicional, já é suficientemente inclusiva. Tal polarização revela a força do texto e a necessidade de diálogos mais amplos sobre linguagem e identidade no Brasil.
O contexto em que Hibarino escreve não é meramente acadêmico; ele é profundamente político. O Brasil, diante de um cenário de tensões sociais exacerbadas, torna-se o palco onde a linguagem se transforma em uma arena de disputa. "Quem detém o poder de nomear?", questiona a autora, e essa pergunta reverbera nas vozes de tantos marginalizados que foram silenciados por muito tempo.
É impossível não sentir um turbilhão de emoções ao se deparar com as verdades nuas e cruas apresentadas por Hibarino. Ela nos leva a refletir sobre nossa própria posição social e como isso molda nosso entendimento do mundo. Chega a ser um soco no estômago, uma revelação capaz de chocar e, ao mesmo tempo, inspirar mudanças profundas na forma como nos comunicamos.
Essa obra não é para os passivos. Se você está buscando um conforto nas páginas de um livro, pode ser que este não seja o seu porto seguro. Mas, se está disposto a se confrontar, a debater e até a se incomodar, cada capítulo te levará a um estado de reflexão e, darei a cara a tapa, até certo desassossego.
Em suma, Tempos para (Re)existir e Decolonizar na Linguística Aplicada não é apenas um título que deve ser lido; é uma experiência que merece ser vivida. Ao encerrar a leitura, você não será a mesma pessoa. O que Hibarino nos oferece é uma chave, uma possibilidade de abrir portas para diálogos que historicamente foram abafados. O convite está feito: venha (re)existir e se decolonizar com as palavras. 🌍✨️
📖 TEMPOS PARA (RE)EXISTIR E DECOLONIZAR NA LINGUÍSTICA APLICADA
✍ by DENISE AKEMI HIBARINO
🧾 254 páginas
2022
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